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Adeus à um pequeno grande homem: Cláudio Barros

Ele era pequeno sim, mas só de tamanho. As poucas vezes que estive com ele, me admirei com a grandeza de sua pessoa. Os “causos” desse mineirinho eram contados com muita graça e simpatia. São histórias que poderiam virar um livro – cheio de lições. Cláudio Pinto Barros partiu hoje deixando na memória de quem o conheceu o exemplo de um sonhador que durante sua caminhada, enfrentou desafios e pessoas com visões limitadas, (que só conseguem enxergar um lado de um cubo), para colher suas vitórias. São pessoas como o Cláudio, que parecem enxergar além dos seis lados, que escrevem as linhas de sua própria história, fazendo a diferença no meio em que vivem. Ele não era uma pessoa famosa, apesar de recentemente aparecer no Jornal Nacional como o inspirador de seu aluno, Paulo Iscold, que projetou e construiu (com a ajuda de dezenas de estudantes) o avião leve mais rápido do mundo. Com o sonho de construir um avião, e com um livro em italiano (ele não sabia italiano!) sobre projeto de planadores, Cláudio pôs as mãos na massa e em 1964 estava pronto seu primeiro projeto aeronáutico: um planador de instrução, o CB1, Gaivota. No mesmo ano foi fundado por ele o Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da UFMG, e a ênfase em engenharia aeronáutica. Foram centenas de estudantes que tiveram a oportunidade de seguir o rumo da aeronáutica e de se tornar grandes profissionais graças à esse Centro, e claro, graças ao Cláudio. Infelizmente minha “geração” não teve a oportunidade de ter aulas de engenharia com esse mestre, mas apenas conhecê-lo já foi uma importante aula de valores, que permanece viva nos alicerces do CEA. Muito obrigado Cláudio!
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