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Como fazer amigos em viagens?

Estou numa estação de trem, esperando o comboio que vai me levar da fronteira da Singapura com a Malásia até Kuala Lumpur. Ao meu lado, um casal de aparência europeia com suas mochilas enormes e caras simpáticas aguardam pelo mesmo trem. Eles olham do relógio na parede para a passagem de trem em suas mãos enquanto eu olho da passagem na minha mão para o relógio na parede. Ainda faltam 20 minutos para o trem chegar e eu começo a pensar numa forma de iniciar conversa. “Para onde vocês vão?”, eu penso na minha cabeça; “’é da sua conta?”, imagino uma resposta. “Nossa mãe, que clima mais agradabilíssimo hein?!”, não parece muito esperto (por que as pessoas só comentam quando está quente ou frio?). “Vocês vêm sempre aqui?”, soa como um conquistador barato. “Que mochila grande as suas!”, “‘É, é grande”, imagino eles respondendo sem nem olhar na minha cara.

O tempo passa, o trem chega, sentamos e embarcamos em diferentes vagões e como acontece com frequência, cada um segue para o seu destino, descemos em diferentes estações e eu fico com um leve arrependimento de nunca ter aberto a boca para nem falar um “oi”. Faz parte da minha rotina de viagem.

O que eu nunca esperava é que uma semana depois eu estaria perdido no meio de uma plantação de chá nas montanhas do interior da Malásia com essas mesmas pessoas.

pessoas perdidas em uma plantação de chá

Você alguma vez já sentiu uma pontinha de arrependimento por não ter iniciado uma conversa com uma pessoa do seu lado, no ônibus, numa fila ou no aeroporto, por exemplo? Por mais que eu viaje, não nego que ainda acho um desafio conhecer pessoas e fazer amizades no dia a dia. Mas eu não posso reclamar, uso uma ferramenta (daqui a pouco te conto qual) que me ajuda bastante a conhecer muita gente e fazer verdadeiros amigos. Mas ainda assim, sinto que eu perco a oportunidade de conhecer um bocado de gente com a minha falta de coragem de iniciar uma conversa em uma situação corriqueira.

Será que é porque tenho sangue mineiro, ou simplesmente porque sou tímido mesmo? Com mais frequência do que eu gostaria, eu estou do lado de uma pessoa pensando em arranjar um assunto, mas antes que eu possa tomar coragem e abrir a boca, o tempo passou e a pessoa seguiu o rumo dela e eu o meu. Sei que esse “travamento” é mais comum quando queremos conhecer pessoas do sexo oposto com segundas intenções ou quando somos adolescentes. Mas quando o que queremos é apenas um bate papo descontraído, por que parece ser tão difícil ter “as caras” para uma inocente aproximação?

É sempre mais fácil para mim, ver alguém com uma mochila, porque sei que assunto não vai faltar e a pergunta mais comum para quebrar barreiras é simplesmente: “De onde você é?”. Mas ainda assim, na maioria das vezes eu mesmo me repreendo, sempre achando que a pessoa não está interessada em conversar comigo ou que eu vou interromper um pensamento importante (como se ela estivesse prestes a descobrir a cura para o câncer de pâncreas). O pior é quando a pessoa tem fones de ouvido e está concentrada lendo um livro ou mexendo no celular, aí que eu não tenho coragem mesmo!

Mesmo quando as condições são propícias, eu sempre tenho o receio de parecer que o início de conversa foi forçado. E na maioria das vezes não nego que seja mesmo, quando eu faço uma pergunta que eu já sei a resposta, tipo, “você sabe quanto tempo esse trem leva para chegar em Roma?” ou pior ainda quando comento do clima, “ta quente, né?”. Forçar um pouco a barra dessa forma pode não ser a forma mais ideal de começar uma conversa, mas é uma opção e se esperamos pelo momento ideal, raramente conhecemos gente na “estrada”.

Albergues para mim são os lugares mais propícios para fazer amigos nas viagens. Ali sei que tem muita gente interessada em compartilhar os planos de viagem e conhecer gente nova. Os melhores para mim são os que tem uma área em comum aconchegante com cadeiras e sofás. Eu acho um cantinho para sentar e despisto tentando me mostrar ocupado olhando para o celular ou para o mapa da cidade e quando alguém senta ao meu lado ou se vejo alguém simpático por perto eu logo disparo: “Oi, de onde você é?”. Já conheci gente de todo mundo dessa forma e muitas vezes quando viajo sozinho acabo achando companhia para visitar parte da cidade por um dia ou mesmo por semanas inteiras.

Se conhecer outros viajantes pode ser um desafio, mais difícil ainda para mim é conhecer as pessoas locais, principalmente quando estão todas assim:

Passageiros de um metro olhando para seus celulares

Como puxar papo com os passageiros desse metrô na Singapura?

A melhor ferramenta que encontrei para conhecer essas pessoas não seria diferente do que uma ferramenta on line, não é mesmo? Para isso, ainda não conheço nada melhor do que o couchsurfing nas viagens. Mas as opções são várias: Twitter, Instagram, Facebook, blogs, mealsharing, bewelcome. Sei que muita gente critica o tempo excessivo que nossa geração gasta olhando para a tela do computador ou do celular, mas eu não sei como eu teria conhecido tanta gente de carne e osso pelo mundo se o primeiro passo não fosse pelo meio virtual. Aliás, um dos maiores objetivos desse blog, como você que me segue já deve saber, é te conhecer também e quem sabe podermos nos encontrar um dia. (Ou quem sabe viajarmos juntos?)

Cinco dias depois de perder a oportunidade de conhecer os europeus do primeiro parágrafo, eu estava dentro de um ônibus que seguiria para o interior da Malásia quando eu me deparo com eles próprios entrando no mesmo ônibus! Para você entender o grau dessa coincidência deixa eu deixar claro que Kuala Lumpur é uma cidade bem grande e ainda assim, no trem em que viajamos juntos, descemos em cidades diferentes. Com a surpresa dentro do ônibus você deve achar que foi fácil dizer: “Ah, eu vi vocês em um trem na semana passada!”, mas não. Só fomos nos conhecer quando chegamos no nosso destino, cinco horas depois, quando estávamos todos com cara de perdidos sem saber para onde ir naquela nova cidade. Começamos a caminhar juntos procurando um lugar barato para passar a noite e algumas horas depois nos vimos sentados ao redor de uma fogueira do lado do nosso bangalô compartilhando histórias, rindo do nosso “encontro” na estação de trem, combinando planos.

Nos próximos dias, caminharíamos (e nos perderíamos) juntos por florestas, plantações de chá e de morango, pegaríamos carona, viajaríamos juntos para o outros cantos do país para enfim o destino fazer o seu papel novamente e dizermos  ade… “até breve, amigos”.

Você já está na nossa lista de e-mail? Tenho feito outras amizades e conexões com quem recebe minhas atualizações:





O título desse post é mais uma pergunta para você que está lendo. Como VOCÊ faz amizades nas viagens? Gostaria muito de ouvir suas opiniões e experiências! Deixe seus comentários abaixo!

Algumas fotos: (Para outras fotos da Malásia, clique nesse link)

Plantações de chá em Cameron Highlands

Plantações de chá em Cameron Highlands

Caminhando pela Mossy Forest em Cameron Highlands

Caminhando pela Mossy Forest em Cameron Highlands

Rafael, nossos novos amigos Toby e Eva e eu na floresta em Cameron Highlands

Rafael, nossos novos amigos alemães Toby e Eva e eu

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27 Comentários à Como fazer amigos em viagens?

  1. Fred 27/03/2014 at 11:19 #

    Oi Ulisses,
    eu sou português, e se você se tivesse cruzado comigo na “estrada”, mesmo eu não sendo brasileiro, a gente se entenderia… Eu já estive em Madrid (Espanha) e quando um grupo de brasileiros ouviu que eu e meus amigos estavamos falando português, logo começou a conversa. Também me aconteceu o mesmo em Paris, quando no átrio da recepção de um hostel ouvi um cara cantando uma música de MPB. Imediatamente percebi que ele falava português, começamos a falar e ficamos amigos até hoje. Por isso concordo com você: nada melhor para quebrar o gelo do que falar a mesma língua. Abraços

  2. Juli 18/03/2014 at 12:17 #

    Incrível! Que delícia de ler essa história. Não existem acasos. Vocês tinham que estar juntos! Quando tiver a oportunidade de, estarei aberta e atenta a tudo e a todos!! Isso é realmente maravilhoso. 🙂

    • Gusti 19/03/2014 at 11:41 #

      É isso aí Juli, fico feliz que tenha gostado do texto! Valeu pelo comentário!

  3. Ulisses Gabry 17/03/2014 at 11:20 #

    Bom,
    Quando se trata de brasileiros, parece que sempre nos tornamos melhores amigos. É só ver um brasileiro e pronto. Tenho grandes amigos até hoje por causa desses encontros.
    Agora quando se trata de pessoas de outras nacionalidades, minha única barreira é a língua. Infelizmente sempre viajei na cara dura, já que meu inglês não passa do básico. Tenho vocabulário para no máximo 5 minutos de conversa. Essa é uma frustração que tenho na minha vida, não sei se um dia conseguirei chegar a pelo menos em um nível intermediário, mas fazer o que, são coisas da vida. Morando no interior do Tocantins é quase impossível eu praticar ou estudar algum idioma.
    Curto muito esses encontros, essas experiências, essas trocas de conhecimento e cultura. A cada encontro é um enriquecimento maior para nossas vidas.

    Abraços

    • Gusti 19/03/2014 at 11:27 #

      Olá Ulisses!

      Te entendo perfeitamente! Quando comecei a viajar meu inglês não era dos melhores e já passei uns apertos por isso, mas eu melhorei bastante o meu usando ferramentas na internet. O ideal é encontrar gente para você se comunicar por skype e por e-mail lá fora… Tenho certeza que se você fuçar o suficiente vai achar!
      Concordo com o que você disse, cada encontro enriquece de alguma forma nossas vidas!

      Um abraço!

    • Fred 27/03/2014 at 11:17 #

      Oi Ulisses,
      eu sou português, e se você se tivesse cruzado comigo na “estrada”, mesmo eu não sendo brasileiro, a gente se entenderia… Eu já estive em Madrid (Espanha) e quando um grupo de brasileiros ouviu que eu e meus amigos estavamos falando português, logo começou a conversa. Também me aconteceu o mesmo em Paris, quando no átrio da recepção de um hostel ouvi um cara cantando uma música de MPB. Imediatamente percebi que ele falava português, começamos a falar e ficamos amigos até hoje. Por isso concordo com você: nada melhor para quebrar o gelo do que falar a mesma língua. Abraços

      • Gusti 31/03/2014 at 08:03 #

        Fred,

        Falar o português ajuda sim, mas só acho uma pena quando eu vejo os brasileiros fazendo panelinha lá fora e muitas vezes acabam excluindo os estrangeiros que querem fazer parte do grupo. E para aprender o maldito do inglês Ulisses, nada melhor do que por a cara as tapas e praticar. Se você só busca quem fala português acaba dificultando a aprender o idioma. Quanto mais vc usa, mais aprende e acaba conhecendo gente mais diferente também.

        Abraços!

      • Ulisses Gabry 31/03/2014 at 08:52 #

        Fred,

        Quem sabe um dia nos encontraremos por alguma estrada?! Seria muito bom ter um amigo em terras lusitanas. Mas quando você fala fluente o inglês acho que você tem uma oportunidade a mais. Quando o Gustavo fala de rodinhas, elas são formadas geralmente por brasileiros que não dominam o inglês e acabam ficando com medo de se aventurar em conversas com pessoas de outras nacionalidades, e com isso, perdem a grande oportunidade de conhecer novas culturas.

        • Fred 31/03/2014 at 18:02 #

          Guto e Ulisses,
          é lógico que falar inglês no século 21 é muitíssimo útil (indispensável para quem viaja), tal como era falar francês no século 19 e latim no tempo dos romanos – ninguém duvida disso. O que eu quis dizer foi apenas que é muito prazeroso você encontrar alguém que fale o seu idioma no decurso de uma viagem em que você está cansado de falar línguas estrangeiras a toda hora. Por mais fluente que se seja, língua materna é outra coisa, gente. A gente sente em português. Isso é insubstituível. Vou dar-lhes um exemplo: em Goa, na Índia, depois da invasão, o uso do português foi desencorajado nas escolas e instituições por raiva contra Portugal, apesar de ter sido o idioma oficial no território durante 450 anos. Hoje, já quase ninguém fala português ali. No entanto, um idoso um dia disse pra uma reportagem: “sabe, eu falo inglês todo dia, mas eu penso em português.”. A língua transporta a nossa cultura e os nossos sentimentos. E só isso interessa.

          • Gusti 31/03/2014 at 22:39 #

            Verdade Fred! Isso prova porque não conseguimos expressar certas expressões em outros idiomas. Quer exemplo maior do que a nossa “saudade”? Interessante isso sobre Goa! Um abraço!

    • Adriano Chaves 21/09/2014 at 01:32 #

      Oi Ulisses….

      O Post do Gustavo fala sobre coincidências…e não é que acabei de perceber uma… Eu também sou do interior do Tocantins.
      Mas eu vivo em Palmas ha mais de 6 anos. Também tinha essa mesma dificuldade no idioma que vc está relatando.. (no inteior é difícil encontrar até escolas de idiomas). Mas eu já melhorei bastante cara…e até hoje nunca frequentei escola de idiomas.
      MInhas dicas pra vc são: Assista séries ou filmes em inglês, procure textos e reportagens de veículos de comunicação na língua inglesa e comece a quebrar a cabeça, sempre que tiver uma palavra que vc não conhece recorra ao google translation, traduza músicas, assista vídeo aulas no youtube, leia os comentários dos viajantes no CouchSurfing…Assim como o Gusti falou, existem várias ferramentas hj disponíveis..tudo requer tempo e dedicação.
      Eu não sou fluente, mas hoje posso te dizer q melhorei meu vocabulário significativamente para ter uma conversação maior.

      • Ulisses 22/09/2014 at 19:48 #

        Olá Adriano,

        Realmente a internet tem sido uma ferramenta enorme nessa luta. Obrigado pelas Dicas.

        Abraços

  4. Donna Chazanov 15/03/2014 at 17:44 #

    I love your writing which is of course a by-product of your beautiful heart and mind. Your observations are quite true I think. I also think that culture and the personality that one is born with also play a part. I have known people that can start a conversation with people any and everywhere – it is just their personality. I also know people who have social anxiety and walk without looking or hide behind a book or earphones. But I having traveled by myself too, I recognize immediately the situations and thoughts you write about. I guess just thinking about it as you have done with your blog will make you/me more conscious and the next time I will push myself to just smile at someone instead of glance away. Sometimes when I see someone wearing beautiful clothing, or with a nice hair style or looking elegant I will say to that person, “You look great in that suit!” (or whatever). The face of that person completely changes and relaxes and they let down that invisible shield and they always say thank you and smile. I know that i have made their day and connected with someone even for just a moment.

    • Gusti 16/03/2014 at 02:18 #

      Hi Donna!

      What a surprise to see your comment here. Makes me smile to know you’re reading the blog and I’m glad you like it! Being conscious to have at least a smile seems to be the first step when approaching our future friends, it’s nice that you pointed that out! Slowly I’m being able to let down that invisible shield!

      Thank you and I hope to see you here more times!

  5. Sandra cavblacanti 13/03/2014 at 15:23 #

    GUST afinidade não se explica,sentimento se controla,mas amizade e confiança se adquire…Que tal começar com o que o seu coração diz…Sorria sempre, pois o sorriso quebra o gelo,seu sorriso comandará o diálogo.Ou ofereça seu chocolate sua bala… Acredite e ouse, pergunte ou comente.O que pode receber é um sim ou não.Mas pelo menos você tentou. Nunca troque o que vc mais quer na vida, pelo o que vc quer no momento,porque o momento passa, mas a vida continua…Deus estará sempre no comando de sua vida.Viva a cada dia com otimismo, alegria,saúde e amor no coração.Beijão.Sandra.

    • Gusti 14/03/2014 at 10:16 #

      Eu acredito nessa força do sorriso e você está certa: o importante é tentar!

      Beijão!

    • Bianca Mengatti 14/03/2014 at 14:18 #

      nossa Sandra, acabei de escrever um email para o Gust falando algo bem parecido!
      Afinidade não tem regras, a regra é seguir o coração mesmo!
      Por ex. não conversou com o casal e ficou com uma ponta de arrependimento, lá estão eles de volta para que não seja perdida a chance da aproximação!
      Acho que um bom sorriso e um bom astral sempre é uma boa inicio de relacionamento, seja ele qual for, passageiro de algumas horas, de alguns dias, semana ou de uma vida! ser quem a gente é. procurando ser entendido e entendendo o ponto de vista do outro sempre é bem vindo!
      Putz, e realmente não sei como inicio uma conversa….sou tão falastrona (espero que no bom sentido) que começo a falar não sei por onde… mas tb aprendi a respeitar algumas culturas e entender que certas perguntas não são bem vindas.

      • Gusti 16/03/2014 at 01:10 #

        Oi Bianca!

        Queria aprender a ser falastrão assim como vc! Hahah – Isso ajuda muito, tenho certeza! Vc ainda vai encontrar muita gente bacana nas suas viagens, pode ter certeza! Boas viagens!

        Um abraço!

  6. Gisele 12/03/2014 at 17:20 #

    Super legal Gustavo! Adoro acompanhar o blog e viajar com vocês! Adorei o bilhete no passaporte, no outro post rss
    Sobre fazer amigos, eu tb sou como você fico tentando puxar papo sem ser muito estranha e muitas vezes perco a oportunidade! Tb já tive caso de coincidência em viagem, não tão divertido como o seu, mas legal tb! Conheci um pessoal de BH em Florença no Hostel e ao conversamos descobrimos que iamos ficar no mesmo Hostel em Roma, dias depois. Só que eles chegariam e partiriam dias antes de mim. E para completar dias depois de voltar para casa, dou de cara com um deles no Shopping Cidade 🙂 Tudo bem… BH é um ovo.. mas o mundo tb é, né? rss
    Suas fotos são lindas! Parabéns!
    Rafa, saudades!

    • Gusti 13/03/2014 at 14:01 #

      Oi Gisele,

      Adoro ouvir essas coincidências. Uma vez em Nova Iorque eu estava correndo numa loja gigantesca de fotografia para comprar uma tampa para minha lente quando eu me deparei com uns 5 amigos da faculdade que foram aos EUA para um competição. BH é um ovo, mas Manhattan é menor ainda, tem uma população menor que a de BH, 😛

      Eu adoro fotografia, então a tendência é tirar fotos cada vez melhores. Espero que goste do que vem por aí!

      Um abração!

  7. Wallace 12/03/2014 at 00:12 #

    O mesmo acontece comigo. Fico matutando alguma coisa para quebrar o gelo e que me dê chance de emendar a conversa, mas tudo acaba soando meio óbvio e rola meio que uma tensão inicial de vc parecer intromedito. Definitivamente acredito que a melhor oportunidade é realmente aquelas ocasiões onde vc percebe que a outra pessoa aparentemente está na mesma vibe sua. Ou está parado em uma estação, aeroporto e vc por intuição desconfia que ela está indo pro mesmo destino ou mesmo em albergues que eu considero ótimos lugares para justamente isso.
    Já conheci pessoas simplesmente por osmose, se assim posso me apropriar do termo. Estava em uma mesma mesa, e querendo ou não vc acaba ouvindo a conversa. Era um assunto bem engraçado, o que me fazia rir timidamente. A pessoa que estava falando percebeu e me incluiu na conversa espontaneamente. Aliás uso muito essa estratégia de ficar próximo de pessoas conversando. Às vezes funciona, às vezes não, mas sempre é uma ótima abertura.
    Cada momento tem uma peculiaridade e acabo agindo pela intuição. Às vezes ser racional demais acaba sendo uma trava, ainda mais com culturas diferentes.

    • Gusti 12/03/2014 at 06:53 #

      Wallace,

      Gostei dessa sua tática de “se incluir na conversa alheia” via “osmose”, hahah Vou tentar essa técnica!

      Um abraço!

  8. SOLANGE 11/03/2014 at 22:45 #

    MUITO SUGESTIVO E INTERESSANTE ESTE TEMA. EU NÃO TENHO ESTE TIPO DE CONSTRANGIMENTO.GOSTO MUITO DE CONHECER O OUTRO EM SITUAÇÕES QUE PRECISAMOS COMPARTILHAR , O TEMPO, DIGAMOS. MAS DEVEMOS COMO VOCÊ MESMO EXPLANOU MUITO BEM, TER UM CERTO DESCONFIÔMETRO QUANDO ESTAMOS SENDO INOPORTUNOS. MAS, PENSO QUE NA MAIORIA DAS VEZES NOS SAÍMOS MUITO BEM,A MAIORIA GOSTA DE RECEBER ESTE AFER. BJOSSS

    • Gusti 12/03/2014 at 06:51 #

      Mãe,

      E eu sempre lembro de você nesses casos, porque sei que você tem essa facilidade, pena que esses genes você não me passou! rsrs

      Beijos e muitas saudades!

  9. Lucas 11/03/2014 at 13:53 #

    Acho que essa característica que certas pessoas têm de se abrir pra gente que mal conhecem varia muito de uma cultura pra outra e também de um indivíduo pra outro… eu percebo isso por estar morando num lugar aqui do Canada onde a população local é conhecida por ser bem “reservada”, e até um pouco “rude” segundo certas pessoas. Mesmo que essa não seja a minha opinião, reconheço porém que há uma “barreira” entre pessoas que leva um tempo pra quebrar, principalmente se você é um “forasteiro” no interior. Obviamente, generalizar não vale a pena, pois tenho encontrado locais extremamente abertos, e o interessante, é que todos eles tinham uma característica em comum: eram todos viajantes! Sim, pessoas que adoravam viajar, conhecer novos lugares e pessoas! Por isso, acho que o simples fato de pegar um avião e de se aventurar em terras desconhecidas já requere uma grande abertura da nossa parte. Então Gusti, eu tenho certeza que na maioria das vezes, esses turistas estão na mesma situação que você, querendo puxar assunto, mas não sabem como. Pessoalmente, o que tenho feito esses últimos anos, é ir direto puxar assunto com imigrantes, estudantes internacionais et até mesmo gente de outras províncias (ou seja, estrangeiros), pois as chances de fazer uma amizade em pouquíssimo tempo é de quase de 100%. Não me entenda mal, também não isolo os locais, eu me relaciono com eles respeitando o ritmo deles, sem forçar a barra… mas é isso ai, Gusti, vá confiante e sem medo! Abraços!

    • Gusti 12/03/2014 at 06:49 #

      Lucas,

      Eu sou bem ciente dessa barreira cultural e é por isso que eu me travo na hora de comunicar com os locais. Mas por outro lado, se fosse eu no Brasil por exemplo, em um ônibus, lendo um livro e um estrangeiro sentasse ao meu lado eu ia adorar se ele viesse puxar papo. Infelizmente nem todo mundo é assim, né? E a gente tem que respeitar, mas acho interessante sempre tentar e se sentir que não teve abertura deixar para lá. Não temos nada a perder, né? (mas e a coragem? hahha)

      Abraço!

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