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Como passei 10 dias em silêncio em um monastério budista na Tailândia

Meditando em Wat Suan Mokkh

Quando eu embarquei no carro 12 do trem que me levaria de Bangkok para o sul da Tailândia, eu postei no facebook: “Numa jornada para fora desse mundo. Estarei de volta em 13 dias”, eu me referia somente ao mundo cibernético. Seria a primeira vez em muitos anos que eu ficaria tantos dias sem internet, sem os e-mails, facebook e as notícias do “mundo”. Na verdade a jornada foi para dentro de um mundo que nem eu mesmo tinha consciência de sua existência.

Ainda no trem, deitado na minha beliche, antes que eu deixasse que o movimento e o som constante do atrito do trilho me fizesse dormir eu me questionei sobre o que eu estava prestes a fazer. Com pouquíssimo conhecimento sobre o budismo, eu não tinha muitas expectativas do que eu ganharia ficando 10 noites sem falar em um monastério vipassana budista. Tudo o que eu esperava do budismo antes de chegar na Tailândia era que ele pregasse antes de qualquer coisa, a simplicidade de viver. O luxo que eu vi nos templos de Bangkok, com estátuas gigantescas de Buda adornadas com pedras preciosas e folheados a ouro contradizia tudo o que eu imaginava dessa “religião” que eu na verdade gostava de pensar que era apenas uma “filosofia”.

Gigantesco buda deitado no templo de Wat Pho em Bangkok

Gigantesco buda deitado no templo de Wat Pho em Bangkok

No templo de Wat Pho por exemplo, ainda em Bangkok, onde um Buda dourado com mais de 40 metros de comprimento impressiona pelo tamanho e pela posição austera e imponente, vários fiéis e turistas, como em um ritual depositavam moedas uma a uma em cada uma das latas que se enfileiravam ao longo da parede do templo que guardava a gigantesca estátua. Aquela melodia das moedas ficou na minha cabeça por um tempo como que simbolizando que ali também era o dinheiro que garantiria a entrada dos fiéis ao paraíso. Isso se juntou ao o que eu questionava sobre os monges budistas: Como poderia uma pessoa praticar o “amor ao próximo” se isolando de tudo e de todos? Com esses pensamentos cai no sono com o tchac-tchac-tchac do trem e quando acordei já estava em Chaya, o vilarejo mais próximo do monastério budista de Wat Suan Mokkh.

Antes do retiro de meditação começar, me hospedei no alojamento gratuito do monastério principal e caminhando nas trilhas da mata exuberante daquele lugar,  me curvei cumprimentando, como se faz na Ásia, para um dos monges enrolados num lençol alaranjado que passava e fui surpreendido com um “bom dia” em inglês. Sem cerimônias começamos a conversar e a caminharmos juntos. No caminho apontei para a estátua de um Buda e perguntei porque tantas pessoas pareciam venerar uma estátua como se ela fosse um Deus, ele me respondeu simples assim: “Isso é estúpido!” Logo eu fui percebendo que o budismo, assim como todas as religiões tem suas várias facetas e a partir desse encontro eu me permiti ser como uma esponja, apesar do meu receio de passar por uma “lavagem cerebral” nos próximos dias.

As Regras do retiro:

A cama durante o retiro, com travesseiro de madeira

A cama durante o retiro, com travesseiro de madeira

No dia seguinte, o dia do registro, a gente aprenderia que nosso compromisso seria bem maior do que apenas ficar sem falar. Por 10 dias viveríamos como os monges vivem assinando um documento nos comprometendo a seguir os seguintes preceitos:

  • Não matar os seres vivos (isso inclui as formigas e os mosquitos, danados mosquitos!).
  • Não tomar o que não me foi dado.
  • Manter a mente(!) e o corpo livre de qualquer atividade sexual.
  • Não machucar ninguém com as palavras.
  • Não usar substâncias que embriagam e levam a negligência (Álcool, drogas, cigarro).
  • Não comer entre o meio-dia e a madrugada.
  • Não dançar, cantar, escutar música, assistir a shows, usar ornamentos e se embelezar com perfumes e cosméticos.
  • Não dormir ou sentar em camas ou assentos luxuosos. (Ainda bem que luxo é algo relativo)

A eletricidade era cortada entre 9:15 da noite e 4 da manhã para evitar que nos distraíssemos, mesmo não havendo muito com o que distrair. Tudo de valor e de distração era pra ser deixado na recepção: Celular, laptop, câmera fotográfica, livros, passaporte, dinheiro, relógio, etc. Para nos facilitar a seguir essas regras cada um de nós teria um quarto privado em um dormitório que mais parecia uma prisão. Para banharmos não tínhamos chuveiros, usávamos baldes para tirar água das redomas de água em “estilo japonês”. A cama era um elevado de concreto ou madeira com um travesseiro de madeira e uma mosqueteira para cada pessoa. É um segredo, mas eu acabei contrabandeando meu colchonete inflável para dentro do quarto.

Quartos individuais durante o retiro. Repare a redoma de água, na direita, para nos banharmos.

Durante o tour do monastério, o supervisor Werner, um alemão bem expressivo que sabia bem usar todos os músculos da cara, explicou o que deveríamos fazer se/quando deparássemos com cobras, aranhas e escorpiões e eu indaguei sobre uma salamandra colorida que estava no pé da minha cama. Ele fechou os olhos e os arregalou dizendo que a salamandra estava no ambiente antes de mim. Basicamente se nós não pudéssemos dividir o mesmo ambiente eu poderia comunicá-lo para trocar o meu quarto, concluiu em um tom mais amigável. Tentar tirá-la de lá não era uma opção.

Já de noite, no nosso hall de meditação com piso de areia e iluminado por luz de vela, recebemos as orientações gerais e as boas vindas e fomos indagados: “Alguma dúvida antes de inciar o período de silêncio?” Com um silêncio absoluto como resposta e várias dúvidas rodopiando na minha cabeça ouvimos três batidas no sino simbolizando o início do nosso período em que não poderíamos mais falar. Éramos mais de cem pessoas e as 9 horas da noite seguimos para nossos quartos em silêncio absoluto como que em uma procissão, em luto por não podermos falar e conhecer toda essa gente de quase 30 países com quem dividiríamos espaço e tanto tempo juntos.

Sofrendo com o tédio:

Os três primeiros dias para mim foram talvez os mais difíceis. A maior parte do tempo tínhamos que passar meditando e como eu sou aprendiz, eu apenas tentava meditar. Eu não estava acostumado a ficar sentado na mesma posição por tanto tempo e era muito difícil não prestar atenção na dor dos músculos do pescoço e das costas.

A orientação passada e a técnica ensinada é muito simples. Foi ensinada pelo próprio Buddha a meio milênio antes de Cristo: Anapanasati. Basicamente temos que prestar atenção (toda atenção) no gesto que mantém todos nós vivos: A respiração. Como para mim não existia nada mais entediante do que prestar atenção no ar que entra e sai do pulmão, minha mente buscava as mais diferentes alternativas de entretenimento: O som dos pássaros, os bichinhos da areia do hall de meditação, a dor nas costas. De vez em quando surgia do nada na minha cabeça uma imagem de uma coca cola bem gelada com as gotinhas de condensação no vidro da garrafa ou um pratão de macarrão a bolonhesa com muito queijo derretido por cima e os pensamentos mais  aleatórios: Para onde que eu vou depois do monastério? Como eu vou contar sobre essa experiência tão chata? Será que esta todo mundo bem lá em casa? E se alguém morrer? Quem veio primeiro, a galinha ou o ovo?

As vezes na minha tentativa “inconsciente” de me entreter  eu conseguia de tal forma que era difícil segurar a risada. Na primeira vez por exemplo que fomos instruídos a meditar caminhando, parecíamos zumbis do apocalipse com os passos extremamente lentos e feições sérias. A cena era no mínimo cômica, para não dizer trágica. Logo, porém, a vontade de rir passava e os minutos se arrastavam com os meus passos. Outro dia, durante uma refeição (todas eram vegetarianas) o Rafael viu minha cara tentando decifrar uma sobremesa que parecia com ovos de algum inseto e a gente não conseguia mais olhar para a cara um do outro sem rir. Assim descobri que é extremamente difícil segurar uma risada em um ambiente com mais de 100 pessoas juntas, caladas e sérias.

No decorrer dos primeiros dias alguns monges revezavam na tarefa de nos passar algumas mensagens. Para mim era quase um alívio poder escutar alguém e não ter que lutar com meus pensamentos. O mais engraçado era um jovem monge russo que tinha a “árdua” tarefa de nos ensinar os cânticos em Pali. Boa parte do tempo porém ele dividiu de forma muito humilde e sincera, mas com muito humor as dificuldades em se tornar um monge. Por exemplo, se ele precisasse de uma vasilha com água parada ele tinha que ter todo o trabalho de passar a água com as lavas de mosquito para um outro lugar para não ser assassino de seres vivos. Imagina! Mas sua maior dificuldade era não pensar em sorvete, seu maior algoz em se tornar um monge!

Hall de meditação onde passamos a maior parte do tempo tentando meditar

Hall de meditação onde passamos a maior parte do tempo tentando meditar

Intimidade com a natureza

No quarto que era para ser privado, eu não dormi sozinho. Na mesma “cama” dormiríamos juntos eu e a salamandra quase todas as noites. Ela respeitando o meu espaço e eu o dela. Com o tempo parecia que a gente estava até simpatizando um pelo outro. Quando a salamandra não estava, uma aranha de uns 8 centímetros com uma rodela branca na barriga aparecia no quarto. Como eu tinha a mosqueteira me “protegendo” nem me preocupei, mas no fundo eu preferia dividir o espaço com a salamandra e não com a aranha. Isolado em meio a tantas árvores, florestas, montanhas, plantações, lagos e rios era de se esperar que outros bichos também estariam presentes.

Quando eu me preparava para uma sessão de meditação caminhando eu vi um enorme lagarto, com mais de um metro de comprimento andando vagarosamente nos jardins do monastério. Sem poder falar eu apontei pra quem estava perto de mim e ali ficamos observando aquele bicho que mais parecia um dragão. Outra vez durante a aula de yoga, alguém apontou para um bicho no chão. De novo, como não podíamos falar só fui ficar sabendo de que se tratava de um escorpião no fim do retiro. Os pássaros eram uma atração a parte, aliás eu nunca tinha prestado tanta atenção nos mais diversos sons que a natureza produz.

O sino que nos despertava todos os dias as 4 horas da manhã.

As 4 horas da manhã um monge ou um voluntário subia na torre do sino e o balançava nos despertando e chamando para a primeira meditação do dia. Enquanto caminhávamos como fantasmas e com caras de sono para o hall de meditação, os grilos comandavam a orquestra no breu da noite. Durante aula diária de yoga, os pássaros começavam a acordar e durante todo o dia eles nos surpreendiam com os mais diferentes tipos de sons. No início da noite tínhamos um tempo livre para relaxar os músculos (endurecidos por passar tanto tempo na mesma posição) no rio de águas termais. Dava para escutar dezenas, se não centenas, de sapos cantando ao mesmo tempo. Tinha de tudo: sapo-tenor, sapo-soprano, sapo-boi. Tinha também o tek-tek-tek das lagartixas em cortejamento e talvez o mais curioso, o grito das salamandras. A minha amiga porém me respeitou todas as noites e o máximo que ela fez sem pedir permissão foi trazer um coleguinha para passarem a noite juntos(!).

Esse contato íntimo e prolongado com a natureza me ajudou não somente a respeitá-la e a me entreter com ela, mas também me fez sentir mais parte dela. Durante uma sessão de cânticos em Pali, a língua do Buda, já nos últimos dias do retiro, o vento começou a ganhar força, as nuvens negras se aproximaram e as pancadas de chuvas e raios começaram a cair do céu. O monge russo decidiu que ouvir a tempestade talvez fosse melhor que entoar cânticos e eu me entreguei a ela! Durante todo aquele tempo, com os olhos fechados, apenas escutando a chuva eu me permiti me deleitar com cada pingo de água, cada sopro de vento, com o barulho dos galhos da gigantesca figueira balançando com o vento. Me senti escutando a música mais linda da Terra, e se você alguma vez já chorou com uma música, vai entender do que eu estou falando. Não chorar por aquela música te remeter a alguma memória ou pensamento, mas simplesmente pelo arranjo único de cada instrumento e som te entreter de tal forma que seus pelos arrepiam com uma onda de bem-estar, e você se sente  inexplicavelmente como parte daquela sinfonia, desse sistema, da natureza. Eu me indaguei se isso estava relacionado ao fato de ficar tanto tempo sem falar mas logo eu lembrei que não era a primeira vez que isso acontecia comigo. Uma vez na Flórida tive uma experiência muito parecida e acabei repostando o texto que escrevi sobre a experiência.

Uma cena de filme

Um outro monge tailandês, Ajan Poh, nos seus mais de 80 anos de idade chegava caminhando serenamente as 7 horas da manhã no hall de meditação, se segurava nos cipós de uma árvore pra tirar os chinelos, sentava na mesa de pernas cruzadas de frente para a gente, batia com um martelinho o sino três vezes. O monge fechava então os olhos e imóvel, com um sotaque bem carregado mas bem mansamente falava dos males da sociedade capitalista, do consumismo e da nossa busca incansável pelo prazer nas coisas que o dinheiro compra. Falava da arte que é viver em consciência plena de cada gesto, ato e palavra. A mensagem que ele tentava deixar clara era que a maior satisfação do ser humano, é disponível a todos e ela não se compra, esta disponível dentro da gente. Sua mensagem era linda e mais ainda quando ornamentadas pelos primeiros raios de sol filtrados pelas árvores e pela névoa matinal que encobria o ambiente. A cena era surreal, quase mística, e por isso mesmo, difícil de “engolir”, com uma mensagem um tanto utópica para nós, seres “normais” (que não tínhamos a capacidade de dividir nosso sangue de bom grado com os mosquitos).

A experiência de meditar

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“Sente-se como uma língua na boca de uma serpente”

O que me deu forças porém para persistir na concentração e nas tentativas de meditação foi a explicação do monge britânico, Tan Dhammavidu. Meditação não era simplesmente ficar sentado tentando focar atenção numa coisa só. Isso é apenas tentativa de meditação. Ela realmente acontece quando fazemos a “mágica” de nos entreter com uma coisa tão simples quanto a respiração.  Você começa acompanhar o ar que entra e o ar que sai como se estivesse acompanhando um filme, um livro ou um esporte empolgante.  Isso finalmente aconteceu comigo na noite do terceiro dia. Não foi necessariamente como se espera a ruptura para os estágios iniciais da meditação, mas nunca vou esquecer a sensação incrível que eu experimentei. A onda de felicidade foi tão grande que caminhando de volta para o meu quarto, na escuridão da noite eu comecei a chorar de emoção. Sei que isso soa brega e eu não quero que você acredite em mim. Se você tem curiosidade de experimentar meditação, por favor, não confie no que eu escrevo. Mas tente, aprenda a meditar e experimente por você mesmo e tire suas próprias conclusões. Palavras, sejam elas escritas, faladas, em livros sagrados ou blogs, nunca farão o menor sentido até que você, e somente você, experimente seus significados.

Isso é parte da filosofia budista, mas apenas filosofia, porque não passa por experimentos físicos e nem se prova. O budismo tem várias facetas, como ensinou o moderno monge, Buddhadasa Bhikkhu, que fundou o Wat Suan Mokkh. O que eu vislumbrei com a meditação, é apenas a ponta de um iceberg que ele intitula de Budismo-Verdade:

Uma verdade profunda e escondida embaixo da superfície, invisível ao homem normal. Enxergar essa verdade é saber intelectualmente o vazio de todas as coisas, a transigência, insatisfação e descentralização egocêntrica de todas as coisas; saber intelectualmente a natureza do sofrimento, a completa eliminação dele e o caminho  de se conseguir sua completa eliminação; perceber isso nos termos da verdade absoluta, do tipo que nunca muda e que todo mundo deve saber”

Ou seja, palavra nenhuma vai te ensinar essa “verdade absoluta” mas somente você, com seus próprios meios, poderá chegar a ela. Isso é diferente do budismo-religião, que é baseado em sistemas e práticas que como toda religião tem como fim te libertar do sofrimento.

Um pouco de diversão

Já o budismo como psicologia nos foi apresentado de forma quase comercial. Em um dos horários dedicados à mensagem dos monges, uma senhora palestrante, Supawan Green, que passava pela região conseguiu autorização para nos passar sua mensagem. Já era o quarto ou quinto dia do retiro quando ela com sua apresentação “sofisticada” quebrou o silêncio e monotonia do lugar. Alguns a receberam com muita satisfação, outros a consideraram como um distúrbio para concentração. Eu fiquei em cima do muro, mas me divertindo com sua apresentação que envolvia personagens como Tom e Jerry e Power Rangers. Ela precisou de voluntários para explicar sua teoria(na verdade o que Buddha ensinou sobre a natureza da mente), fez a gente rir, ficar de pé, aplaudir e no fim ela inocentemente acrescentou: “Quem quiser saber mais sobre esse fundamento (que era tudo que a gente tinha que saber, segundo ela) meus livros estarão disponíveis…” Na mesma hora, Alexandre, um português levantou e quebrando o código do silêncio perguntou enfurecido confrontando a senhora: “Você esta usando esse espaço para vender seus livros?”

Eu entendo que ela tinha a melhor das intenções, mas eu tive que dar razão para o português. Wat Suan Mokkh é um lugar incrível especificamente por fazer um trabalho tão elaborado, com uma estrutura física e organização de tirar o chapéu, tudo sem qualquer fim lucrativo. As doze noites “all inclusive” no monastério custam 2000 baht, pouco mais de 100 reais, e eu tenho certeza, se você não puder pagar eles não vão te recusar de participar do retiro. Ainda assim, no fim do retiro, vários livros estavam disponíveis completamente gratuitos para todos os participantes. (Incluso da senhora palestrante!) Passar alguns dias num lugar assim e de repente ver alguém tentando vender alguma coisa lá dentro, foi com certeza um choque pra muita gente e principalmente para o português que estava fazendo o retiro pela terceira vez e sabia bem que aquela palestra não estava nos scripts do programa do Wat Suan Mokkh.

Tom e Jerry

“Com uma mente quieta você pode ouvir a grama”

O que a senhora explicou usando Tom’s e Jerry’s é basicamente o seguinte: Nossa existência é baseada em cinco agregados: O eu-físico, eu-sentimentos, eu-memórias, eu-pensamentos e eu-mente, sendo uma parte massa e quatro energias. Entender o relacionamento dessas cinco naturezas de nossa existência e suas inter-relações, sendo o corpo: o servente, e a mente: o chefe, a gente chegaria no núcleo de todos os problemas na Terra e nos levaria a uma cura efetiva na redução de sofrimentos e paz interior. Parece pretensioso? Foi ideia do próprio Buda! Tudo parece depender de como deixamos nossos pensamentos, sentimentos e memórias agir na nossa cabeça.

A parte prática disso tudo vem exatamente com o sucesso na experiência da meditação. Sabe aquela sensação boa que eu experimentei quando meditei pela primeira vez no terceiro dia? Não tem sido fácil repeti-la. E parece que está ligado justamente ao fato de eu ter criado uma expectativa de algo que é bom, e a minha busca por aquele prazer acaba impedindo que eu atinja o nível de concentração que consegui naquele dia. Mas independente de onde eu cheguei com a meditação (e onde vou chegar), a experiência de ter o silêncio como uma potente ferramenta para enxergar e ter a consciência de um mundo que eu nunca tinha enxergado antes valeu bem todo o esforço de viver como um monge budista, mesmo que por poucos dias. E ainda que eu entorte os olhos para o budismo-religião, sei que estou apenas começando a colher os frutos do que eu aprendi do budismo como psicologia, cultura, arte e até mesmo como código moral. A conclusão de tudo isso talvez seja até bem simples: Na nossa vida nenhum momento é insignificante o suficiente para ser taxado de ordinário ou comum. (Ainda mais quando um monge aceita nosso convite para tomar um sorvete! Mas isso é outro segredo…)

A prova de um segredo… ao meu lado. Estou de boné.

Como participar:

O retiro do silêncio/meditação  “Vipassana” do Wat Suan Mokkh começa no primeiro dia de cada mês durante todo o ano e dura 11 dias. O registro tem que ser feito pessoalmente no último dia do mês anterior. Para mais informações acesse o site do monastério nesse link.

Onde: Perto de Chaya, no sul da Tailândia.

Como chegar: De Bangkok da para chegar de ônibus ou trem. Escolhemos ir no trem noturno que leva umas 10 horas. O trem é simples, mas da para ir deitado dormindo em uma beliche se você escolher essa opção.

Preço: 2000 Bahts (Aproximadamente R$140 – Jan 2014). Inclui 11 dias/10 noites de “acomodação” em quarto privado, e todas refeições inclusas. (TODAS! Uma café da manhã as 8:00 e almoço ao meio dia e um chá no fim da tarde)

Não se esqueça: De levar papel higiênico! Aliás é bom levar um com você em todos os lugares na Ásia se não quiser se limpar no estilo asiático. (Papel higiênico nessas bandas  geralmente é usado só como guardanapo). Repelente de mosquito é indispensável se quiser sair vivo, mas isso você encontra em todas as esquinas. Levar calças/shorts que cubram o joelho. Por cerca de 5 reais é possível encontrar o que os locais usam em Chaya ou na entrada do monastério.

Melhor época: Entre Maio e Novembro. De Dezembro a Abril o número de participantes supera a capacidade do monastério. Novembro é o mês que mais chove e foi o mês da minha visita, mas a chuva não chegou a incomodar.

Quem pode ir: Todo mundo que possa compreender comandos básicos em inglês e estão propostos a respeitar as regras do monastério.

Fique por dentro das próximas experiências:





Algumas fotos mais:

Chaya

Trem no vilarejo de Chaya

Assim que chegamos no monastério principal, fomos explorar a área. No meio de uma natureza exuberante, não muito diferente de muitas matas no Brasil, algumas placas com escritas totalmente inelegíveis e outras com imagens esculpidas em pedras com aparência bem antiga nos dava a sensação de estarmos caminhando em alguma civilização esquecida e consumida pela mata.

Um menininho curioso com a minha câmera e a ilustração da roda da vida do budismo ao fundo.

Com todas as placas nos caracteres exóticos da escrita tailandesa e sem nenhuma pessoa falando inglês levamos um certo tempo para achar, a um quarteirão da estação de trem, essa camionete que nos levaria até o monastério.

Alojamento coletivo gratuito do monastério, praticamente no meio da floresta . Você pode se hospedar aqui enquanto aguarda o dia da inscrição ou pode vir para cá depois do retiro. Sobre uma plataforma estendida de madeira cada um estende sua rede mosqueteira demarcando seu espaço.

O banheiro, na parte de fora, seguia o padrão asiático, com um buraco no chão e amplas janelas no monastério principal.

No 11º dia, após o período de silêncio, você pode fazer uma visita guiada por um monge no monastério principal e conhecer o que eles chamam de “Teatro Espiritual”, onde várias pinturas te fazem questionar a vida e fazem críticas às religiões e até mesmo ao budismo, como nessa foto abaixo:

As religiões de todo mundo parecem ter uma taxa a ser paga para entrar no paraíso. Até o budismo? Pintura de autocrítica numa das paredes do monastério

As religiões de todo mundo parecem ter uma taxa a ser paga para entrar no paraíso. Até o budismo? Pintura de autocrítica numa das paredes do monastério

Muitos monastérios budistas mantém caveiras para lembrarmos diariamente da natureza impermanente de todas as coisas, inclusive nós seres humanos.

“Jesus pregando a não-violência e seus seguidores matando uns aos outros com suas guerras e culto à riqueza”

“Buda condenava a tirania sacerdotal”

Roda da vida

Se você tem experiência com meditação, budismo ou apenas curiosidade; se tem alguma crítica, se discorda de alguma coisa que escrevi ou concorda, por favor, deixe seu comentário abaixo!

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103 Comentários à Como passei 10 dias em silêncio em um monastério budista na Tailândia

  1. Tauan Lacerda 18/05/2017 at 21:01 #

    Parabéns pela experiencia e pelo belo texto.
    Estou cada vez mais interessado em realizar algum tipo de retiro espiritual, talvez não começando por este sem falar.

    Como vc descobriu esse local e optou por fazer o retiro?

    Obrigado.
    Abs,
    Namastê.

  2. Marina 21/02/2017 at 17:31 #

    É a primeiríssima vez que comento em um post, mas eu precisava dizer como seu texto me tocou e que quase chorei aqui no trabalho! Porque desde que decidi fazer meu segundo mochilão sozinha, dessa vez pela Ásia, há dois dias, parece que tudo tem se alinhado de uma forma mística hahaha.

    Hoje de manhã, estava esperando um uber há um bom tempo quando o motorista cancelou. O segundo deu certo e, quando abri a porta, uma mulher contava a outro passageiro sobre o mochilão que tinha feito na Tailândia. Ela era professora de yoga e, claro, tinha tido uma experiência envolvendo isso – em um lugar chamado Yoga Tree, em Chiang Mai, que tem aulas de meditação e de dança. Procurando agora aqui, encontrei seu texto.

    Não acredito em religião, até pela contradição que geralmente carregam.. Mas acredito em fé, acredito que nada acontece por acaso. Acredito em milagres simples como o mundo de água que existe no Atacama, o deserto mais seco do mundo – e acredito que nós mesmos carregamos milagres, só não sabemos enxergar/sentir. Eu fiz meu primeiro mochilão procurando por algo que não sei bem se encontrei.. Sinto que era uma fase de amadurecimento pra algo maior que poderia vir. Intuição, sabe?

    Fiquei triste quando vi que o retiro começa no primeiro dia do mês, porque o Yi Peng vai rolar lá pelo dia 2 a 4.. Maaaas, já virou um norte do que talvez precise fazer no meu mochilão 🙂 Então obrigada por compartilhar, Gusti!

    • Gusti 18/03/2017 at 08:46 #

      Poxa Marina, obrigado por compartilhar isso! Acredito fielmente de que nada acontece por acaso é que temos que confiar sempre na nossa intuição… Boa sorte e excelente viagem! 🙂

  3. Priscila 08/02/2017 at 06:03 #

    Você é um verdadeiro escritor! Texto inspirador!

  4. Marcus Vinicius 25/11/2016 at 18:42 #

    Basicamente temos que prestar atenção (toda atenção) no gesto que mantém todos nós vivos: A respiração.

    Profundo isso…

    • Gusti 18/03/2017 at 08:20 #

      É a essência dessa forma de meditação!

  5. Juliana 16/11/2016 at 04:43 #

    Oi Gustavo,
    Tudo bom?

    Seu texto me inspirou e eu estou querendo ir em janeiro! É seguro para uma mulher ir sozinha?

    Obrigada

    • Gusti 18/03/2017 at 08:19 #

      A Tailândia é geralmente bem segura para mulheres Juliana… Conheci várias viajantes solo por lá!

  6. Lígia Sasso 18/10/2016 at 13:08 #

    Oi Gustavo!
    Muito legal sua experiência, parabéns! Me inspirou muito!! Estou indo para o sul da Ásia em dezembro e gostaria muito de ficar em um desses retiros de meditação, mas gostaria de ficar apenas 5 ou 6 dias, pois acho que 11 dias talvez eu não aguente de primeira, Você conhece algum? Muito obrigada!

    • Gusti 18/03/2017 at 08:06 #

      Liga não conheço, mas esse de 10 é possível sair antes…

  7. castro 14/09/2016 at 22:41 #

    monge o que essa cambada tem é mais que levantar as 04 da manhã e ir para a roça capinar café e cortar cana, ou pegar no batente em obra. ser monge é sair do mundo real e se tornar um parasita vagabundo isso sim.

    • Gusti 18/03/2017 at 07:53 #

      Espero que esteja feliz no seu mundo ” real” Castro! 🙂

  8. Rafael 29/06/2016 at 12:10 #

    Bom dia! Meus parabéns excelente texto e experiência . Você disse que o agendamento é apenas pessoalmente. Mas será que não corre o risco de você chegar ao local e não ter vagas ? Tem algum pre-procedimento ? E onde compro essa passagem de trem de Bangkok para a cidade onde está localizado o monastério ? Obrigado !!

    • Gusti 30/06/2016 at 06:04 #

      Olá Rafael,

      Eu também tinha essa dúvida, mas aparentemente mesmo nos meses mais cheios, Dezembro e Janeiro, quando a lotação fica maior que deveria, eles ainda dão um jeito de acomodar todos. Eu imagino que nesse caso o quarto deixa de ser privado para quarto coletivo, mas é apenas “achamento” mesmo, de qualquer forma, aconselho chegar mais cedo para garantir sua vaga e também para ter preferência na escolha do que você quer fazer para ajudar nas tarefas diárias. Acredito que a melhor forma (mais econômica de comprar tickets de trem) é na estação mesmo em Bangkok, mas se quiser comprar online seat61 é um excelente site para informações de trem em todo o mundo, e já coloquei no link a inoformação que você quer: http://www.seat61.com/Thailand.htm#How_to_buy_train_tickets,_from_outside_Thailand

      Espero que possa também ter essa experiência, depois não deixe de passar aqui e contar como foi, por favor! Abraço!

      • Rafael 30/06/2016 at 18:39 #

        Muito obrigado pelo retorno super rápido e pela precisão da resposta !! Pode deixar vou passar aqui e contar como foi minha experiência . Abraços.

      • Fernanda 19/07/2016 at 00:38 #

        Ooi, tudo bem?
        Estou há uns meses procurando sobre retiros espirituais na Asia. Daqui 6 meses vou realizar os meus dois sonhos: viajar e ajudar as pessoas. Depois dos trabalhos voluntários que farei no Camboja, Vietnã e Tailandia, eu queria muito fazer um retiro espiritual, mas acredito que ficar sem falar é impossível pra mim (juro, sem condições o tanto que eu falo hahaha).
        Você sabe se no monastério que você foi tem um retiro espiritual com as mesmas práticas de meditação, etc, mas sem ficar sem falar?
        Paraabéns pelo texto, foi um dos poucos que eu gargalhei lendo! Parabéns pela coragem e por ser permitir. Espero poder encontrar pessoas como você (e como o rafael tbb, ja comecei a seguir voces no instagram haha) nessa jornada que eu estou embarcando
        Beijos!!

        • Gusti 26/07/2016 at 11:10 #

          Oi Fernanda!

          Hehe, entendo seu problema, mas quem sabe um esforçozinho não vale a pena? rsrs Não, infelizmente lá apenas dessa forma, sem falar! Mas tenho certeza que você pode conseguir achar vários outros na internet… Fico feliz que está nos seguindo! Beijos!

  9. Rosilene sabino 19/06/2016 at 21:37 #

    olá,

    À dois meses estava eu tentando achar respostas, como fiz durante toda a vida…rsrsrs.

    Depois de meses, neste dia decidi que me aprofundaria na meditação… passei o dia todo em uma livraria, buscando livros de meditação e decide que faria um retiro em silêncio… apartir daí digitei as palavras ” retiro espiritual”, e… la estava sua publicação…
    Bom, comprei as passagens dois dias depois e semana que vem estarei lá, uma loucura!
    Mas tenho certeza de será uma experiência fantástica.

    GRATIDÃO!!!!!!

    • Gusti 23/06/2016 at 07:33 #

      Oi Rosilene,

      Que bacana sua decisão! Seja bem vinda à essa jornada espiritual, adoraria ouvir o que você achou de lá, depois passe aqui e nos conte!

      Aproveite!

  10. Shizue Fukuda 14/05/2016 at 04:06 #

    Ola Gustavo

    Parabens pela forma como expressa suas experiencias

    1. RAFAEL FONSECA
    Estivesse a semana passada em Phuket
    qdo conheci um brasileiro que contou sua experiencia de 10 dias
    seu nome era Rafael Fonseca
    Ele estava sem celular e eu fiquei de entrar em contato com ele
    mas encontrei trocentos Rafael Fonseca no facebook…
    e por coincidencia aqui vc faz ref a um Rafael
    Daria pulos de alegria se fosse a mesma pessoa
    E se for e mesma pessoa por favor me encaminhe a ele
    Ele disse que seu proximo destino sera o Japão onde moro

    2. Minha filha tbem passou por esta experiencia no Japão
    mais precisamente em Kyoto
    Ouvindo a experiencia dela e a sua
    Me interessei um pouco …
    Sera que vou conseguir juntar tanta coragem em ficar a sos comigo por 10 dias?
    Abraços

    Shizue

    • Gusti 12/06/2016 at 11:40 #

      Oi Shizue,

      Ai que pena que não posso te dar o sabor dessa coincidência! Rafael Martins é quem menciono no texto… Tente juntar essa coragem, vale muito a pena! Ah, e não vejo a hora de conhecer o Japão, quem sabe não passo por essa experiência também em Kyoto!

      Abraços! E boa sorte!

      • Shizue Fukuda 13/06/2016 at 01:19 #

        Jump jump jump

        Hj estou dando pulos de alegria
        Nao era por acaso que o unico brasileiro que conheci em Thai
        me contava sobre Meditacao Vipasana
        que minha filha estava fazendo exatamente naquele momento
        Obrigada por promover este encontro
        Em que posso ajuda lo na sua visita ao Jp?

        • Gusti 13/06/2016 at 10:29 #

          Fico contente em saber que encontrou quem você procurava Shizue! 🙂 Os links que você me enviou já são de grande ajuda, muito obrigado!

    • Rafael 12/06/2016 at 14:34 #

      Oi Shizue,
      Olha como esse mundo eh pequeno.
      Hj um tal de gustavo me mandou um friend request no Facebook e eu aceitei Pq vi que Ele to viajava bastante.
      Alguns minutos depois Ele me mandou uma mensagem perguntando se eu era o Rafael Fonseca que tinha feito meditacao de silencio e eu disse que sim, Ele entao me disse que alguem escreveu no blog dele falando que conheceu um Rafael em phuket e esse alguem eh voce.
      Poxa fiquei feliZ em re encontrala!!!
      Nao sei como agradecer o gustavo por ter me escrito, obrigado mesmo.
      Espero que possamos manter contato agora
      Abracos

  11. Lorena 08/05/2016 at 17:08 #

    Gustavo,

    Amei o seu texto, o relato é incrível e me inspirou muito, tanto que decidi hoje que vou no próximo dia primeiro.

    Algumas dúvidas eu já tirei lendo o seu texto, mas ainda tenho algumas:

    – Posso levar e tomar remédios? Remédios de todo dia que eu digo, pílula, antialérgico, etc…

    – Que tipo de roupas tenho que levar e usar no dia a dia? Fica-se descalça ou de chinelo?

    – Pode beber água durante o dia? Tipo, entre as refeições?

    Obrigada pela ajuda desde já

    Beijinhos

    • Gusti 12/06/2016 at 11:24 #

      Poxa Lorena, quero ler sua experiência então!

      Sim, não há problema em levar e usar seus remédios. Calças ou saias que cubram o joelho… uma camiseta normal já é o suficiente. Chinelo! Pode beber água a vontade!

  12. Willian 11/03/2016 at 03:35 #

    Olá, gostei muito de ter lido a sua experiencia, se havia alguma duvida sobre ir já não tenho, apenas preciso..
    Só queria perguntar sobre o nível do inglês que tu cita acima, comparando com o que aprendemos em cursos seria do intermediário para cima?
    E se tu tem uma mapa sobre a sua chegada do aeroporto até o monastério ?

    • Gusti 12/06/2016 at 11:22 #

      Oi Willian, não tenho o mapa, mas no próprio site eles explicam como chegar! Sim eu diria de intermediário para cima para o nível de inglês… A não ser que você já tenha certa experiência ao meditar com a respiração e vá apenas para praticar, o nível básico já serviria.

  13. Janaina 15/02/2016 at 19:19 #

    Apenas obrigada por compartilhar sua experiência. Bom caminho pela vida!

    • Gusti 12/06/2016 at 11:49 #

      Para vc também Janaina! Obrigado pelo comentário! 🙂

  14. Glenda 04/02/2016 at 18:09 #

    Simplesmente entendo exatamente a sensação de paz interior e alegria da qual falou. É algo que é impossível expressar por palavras.
    É a melhor sensação que já tive na vida.
    E sim, não é tal fácil de alcança-la sempre.
    Adorei saber sobre a sua experiência no retiro.

    • Gusti 12/06/2016 at 11:19 #

      Oi Glenda! Fico feliz em saber que já sentiu isso também! 🙂

  15. Filipe 08/10/2015 at 01:12 #

    Interessantes seu texto. Estou indo pela segunda vez pars a Tailândia e como já conheço a maior parte das atrações turísticas, gostaria de ter uma experiência positiva e interessante naquele país, algo que seja mais profundo e significativo. Fazendo uma pesquisa no Google, encontrei seu site e gostei bastante. Eu gostaria de ter uma experiência similar a sua, porém não tenho 10 dias livres para isso e não acredito que o voto de silêncio em si seria positivo para mim no momento, talvez mais no futuro, não acredito que eu esteja 50% psicologicamente para isso e como tenho empresa, estarei por lá tendo que me comunicar com o Brasil com uma certa frequência. Então gostaria de saber se você sugere algum templo que tenha um sistema similar, onde posso ficar hospedado (ou não), mas que seja possível conversar com os monges, compreender mais a filosofia budista, meditar, enfim… viver uma experiência de contato com o budismo, mas ao mesmo tempo ser um número menor de dias e sem o voto de silêncio. Se você souber, agradeceria muito…. Embarcarei em 5 dias e se eu receber uma resposta antes de chegar lá, será ótimo. Obrigado pela atenção!

    • Gusti 09/10/2015 at 12:22 #

      Oi Filipe,

      Você pode visitar esse mesmo templo budista! No monastério principal inclusive você pode se hospedar de graça (estrutura bem simples e coletiva, no meio da floresta, leve um pad ou um colchãozinho inflável). Aproveite!

  16. Lucas 25/08/2015 at 12:17 #

    Excelente texto Gustavo, gostaria de mais informações sobre o retiro, li no site deles, porém gostaria de uma ideia melhor de como foi sua experiencia. Estou indo viajar para Tailândia no final de Novembro e gostaria de incluir essa experiencia do retiro Budista. O agendamento é somente eu comparecer ao mosteiro? Devido a quantidade baixa de alimentações existe algum risco de passar mal ou algo do tipo?

    Obrigado

    • Gusti 21/09/2015 at 20:02 #

      Oi Lucas, sim o agendamento é pessoal apenas. Um pouco frustrante no tempo da internet, mas ninguém fica sem participar. A alimentação é bem balanceada, então o risco de passar mal é bem pequeno.

  17. Rodrigo Alves 25/08/2015 at 03:20 #

    Olá, Gustavo!

    Existe alguma punição para a pessoa que quebra o código do silêncio?

    Abraços, e parabéns pelo texto. Bastante inspirador!

    • Gusti 21/09/2015 at 20:01 #

      Oi Rodrigo,

      Não existe punição não, mas entenderia se você fosse convidado a se retirar…

      Obrigado e abraços!

  18. Bruna Rocha 18/08/2015 at 00:32 #

    Oi Gustavo… eu tenho um milhão de perguntas, duvidas e comentários…
    Não existe um lugar do mundo que eu não tenha vontade de conhecer, mas a Tailândia com certeza, está no topo da lista. Tenho um amigo que morou lá por um tempo e eu ainda não tive a oportunidade de enche-lo de perguntas… Mas, enfim, eu sempre quis fazerr um retiro, meditação e essas coisas…
    Vi teu post a alguns dias atrás e acabei não lendo, então hj resolvi escrever sobre a Tailândia e comecei a pesquisar a matéria no Google até que te encontrei. 🙂
    Bom, minha primeira dúvida é se pode levar máquina fotográfica ou se vc tirou todas as fotos no último dia…
    Também queria te dizer que meus olhos brilharam quando vi o post, pois é um desejo antigo… Mas desanimei totalmente no começo da leitura… ahahahah… mas no meio do teu texto já me animei de novo.. Tu escreve muito bem, é divertido!
    Outra dúvida é o q se pode levar pra lá?? Sabonete, shampoo, desodorante??
    Voce tem tres refeiçoes no local, certo? Mas se vc quiser, pode levar alguma coisa??
    Também queria saber como é melhor trocar a moeda, lá ou aqui?
    Curiosidade: qual tipo de yoga é praticada, quanto tempo e quantas vezes por dia?
    Também queria saber, se é fácil viajar pela Tailândia e para os países vizinhos….
    Enfim, eu tenho mais muitas perguntas, porém acho que são um tanto pessoais e não acho viável fazê-las por aqui…

    Mas quero te deixar os parabéns, pela tua coragem, pois eu acredito que viajar para dentro de si mesmo é a viagem mais dificil que se pode fazer. Quero agradecer por dividir essa experiência. Amei o texto, as fotos e a tua maneira de ver as coisas. E além de tudo isso, vi que seu site tem mais muuuiiittaaassss matérias interessantes.
    Tudo incrível.
    Bjo grande!

    • Gusti 23/08/2015 at 21:12 #

      Oi Bruna,

      Não pode fotografar durante o retiro e a câmera junto com seus outros pertences ficam trancados. Sim essas fotos foram todas tiradas no último dia! Sim, você pode levar seus ítens pessoais de higiene sem problemas. São duas refeições no local. Entre a refeição do meio dia e o café da manhã do dia seguinte não se come nada! E não se pode levar extra… Melhor levar dólar e trocar por baht lá. Não sei o tipo exato da yoga, mas é mindfulness yoga…é bem barato viajar para os países vizinhos. Não muito fácil para um viajante de primeira viagem mas não é nenhum bicho de 7 cabeças. Fico muito feliz que tenha gostado do blog, volte sempre! 🙂 E se quiser fazer outras perguntas pode me enviar um e-mail!

      Beijos,

      • Paolla 09/12/2016 at 02:42 #

        Vc disse aqui na resposta pra Bruna que só há o café da manhã e almoço de refeição, mas e o chá da tarde??

        • Gusti 18/03/2017 at 08:27 #

          O chá da tarde é só o chá mesmo… Líquido não considero refeição

  19. Paulo 09/07/2015 at 23:39 #

    Parabéns Gustavo você escreve bem fluido,solto expressa bem o que vai em sua mente
    Sou praticante budista teravada já participei de retiros no Brasil,que são parecidos mas com mais conforto e adaptado a nossa realidade
    Vou estar no mês de novembro na Tailandia,você acha que seria possível visitar o Wat Suan
    Mokkh dormir lá sem participar do retiro pois os dias que estarei por la não coincide com a data do retiro
    Grato
    Paulo

    • Gusti 22/07/2015 at 14:36 #

      Oi Paulo! Muito obrigado pelo comentário! Sim, é possível visitar o monastério e inclusive dormir por lá de graça no monastério principal! É um lugar encantador, aproveite! Abraços!

  20. Karoline Mendes 17/06/2015 at 18:33 #

    Parabéns pelo texto e pela experiência maravilhosa.
    Agora me tira uma dúvida, eu não tenho noção nenhuma do inglês… Eu vou ter que aprender se eu quiser realizar essa experiência?

    • Gusti 22/07/2015 at 12:51 #

      Olá Karoline,

      Para essa experiência na Tailândia, infelizmente sim, pelo menos o básico. Claro que para aprender a meditar não é necessário, mas para esse retiro e muitos outros mundo afora é necessário…

  21. Harley 09/05/2015 at 11:26 #

    Gusti, refaço todos os elogios e comentarios feitos no blog, tenho ideia de ir em breve, você poderia me passar mais detalhes de como agendar meu periodo no templo, esses 10 dias såo fixos nåo pode ficar nem a mais nem a menos… Abraços e parabéns

    • Gusti 11/05/2015 at 12:03 #

      Olá Harley,

      Muito obrigado! As 10 noites são fixas para o perído de silêncio durante o retiro do monastério, sim você pode sair antes da 10a noite (como desistente) ou ficar mais, no alojamento principal que não tem custo nenhum, mas tem acomodações simples e coletivas, refeições por cerca de 1 dólar… Para agendar você tem que fazer apenas pessoalmente no dia anterior (último dia do mês) Não é possível fazer de outra forma (pelo menos até ano passado era assim). Abraços e aproveite. Me conte se você conseguir ir para lá e compartilhe sua experiência!

      Abraços,

  22. maria 04/04/2015 at 01:13 #

    Oi Gustavo

    Parabens pelo lindo depoimento, me emocionei. Estou indo fazer meditação vipassana no RJ em Miguel Tavares, pedi demissao do trabalho, por nao mais acreditar na empresa que trabalhava. Sou psicologa e trabalho em Rh, mas nao estava feliz, porque trabalhar no meio corporativo, é ir contra os meios ideais, pois as empresas só pensam em numero e nao no bem mais precioso que são os funcionários. Quero trocar experiencia com voce . Bjs e namaste.
    o

    • Gusti 28/04/2015 at 04:54 #

      Oi Maria!

      Fico feliz que tenha gostado! 🙂 Espero que aproveite bem o seu retiro. Sim meio corporativo não é para todo mundo e espero que encontre formas de fazer o que você gosta!

      Beijos!

  23. Marielli 26/01/2015 at 12:09 #

    Olá Gustavo,

    Que texto incrível!
    Eu estou começando uma nova jornada em minha vida, na tentativa de evoluir espiritualmente , buscando novos caminhos que me levam uma conscientização do que somos e como nos relacionar com a vida.
    Sempre tive um sonho (literalmente) de conhecer a Tailandia.
    Tenho certeza que lá vou encontrar coisas além da minha capacidade de imaginação rs! E o seu texto me fez enxergar isso com mais nitidez ainda….
    Imagino que sua experiencia tenha sido incrível, e mesmo que pareça dificil de expressar em palavras, você conseguiu me envolver em cada linha, (coisa rara, devido ao meu alto nível de ansiedade, dificilmente leio algo até o fim atentamente) .
    Consegui sentir, mesmo que só um pouco, que tudo que você passou valeu muito a pena, e inclusive me deu vontade de chorar em vários momentos, imaginando o que eu sentiria no seu lugar.
    Parabéns pelo seu relato, pela maneira linda com que escreve suas experiências e por me dar a certeza de que devo viver esse sonho 🙂

    • Gusti 26/01/2015 at 16:22 #

      Ei Marielli,

      Que bom que chegou até aqui! Viajar é um excelente caminho para mudarmos perspectivas e evoluirmos. Fico contente que tenha gostado da forma como descrevi essa experiência, mas realmente não foi fácil colocar em palavras! Quero poder ler seu comentário quando estiver na Tailândia, hein! Não esqueça de passar aqui e dar um oi! Se eu puder ajudar nos planejamos de sua futura viagem, deixe suas dúvidas aqui nos comentários que tentarei responder!

      Volte sempre e um abraço!

  24. Tiago Pereira 05/01/2015 at 18:06 #

    Grande Gustavo,

    Obrigado pelo post.

    Estava buscando monasteiros budistas para fazer um retiro na Tailandia e lendo sobre sua experiencia no Wat Suan Mokkh tive a segurança que é um excelente lugar. Com isso estarei fazendo esse retreat dentro dos próximos meses.

    Muito boa sua analise sobre a separação do budismo religião e filosofia. Encarar a experiencia do retiro como um aprendizado e experiencia direta na bonita filosofia budista me parece a maneira mais adequada de se mostrar aberto a experiencia e ao mesmo tempo ficar longe da lavagem cerebral que acontece em religiões formais.

    Obrigado mais uma vez pelas dicas. Após o retiro terei o prazer de compartilhar aqui um pouco de minha experiencia.

    Abraço!

    • Gusti 13/01/2015 at 21:05 #

      Estarei esperando ansiosamente seu relato por aqui Tiago! Aproveite!

      Um abraço!

  25. Igor 15/11/2014 at 17:17 #

    Amigo, queria te parabenizar pelo post e pela conquista em se conhecer melhor. Eu tinha acabado de fazer minha meditação diária (e hoje foi mais do que especial) e entrei na net para procurar alguns livros sobre os monges e algum lugar na Asia para este tipo de retiro, quando me aparece seu post. Era tudo que eu procurar como indicação. Creio que tenha procurado alguns lugares antes de escolher este como refúgio. Peço a gentileza, se possível, que me indique outros lugares na Asia e Europa. Estou me programando de ir pra la ano que vem, e com uma boa indicação, fica mais fácil.
    Um grande abraço e muito obrigado por compartilhar sua descoberta.

    • Gusti 20/11/2014 at 14:28 #

      Olá Igor,

      Muito obrigado pelo comentário! Infelizmente não tenho experiência pessoal em nenhum outro retiro de meditação então não posso indicar. Tenho certeza que não será difícil achar em fóruns ou comunidades. Depois me diga o que você achou e me conte sua experiência vou agradecer a sua indicação! Um abraço!

  26. Helena Silva 14/11/2014 at 17:36 #

    Mto maneiro o blog, os posts e as dicas! Vou conhecer a Tailândia em jan. Ñ vejo a hora. Alguém pode me indicar um bom seguro viagem? Bjsss.

    • Gusti 05/01/2015 at 14:53 #

      Olá Helena,

      Aproveite bem a Tailândia, já estou morrendo de saudades de lá! Infelizmente mesmo depois de quase 5 anos ainda estou procurando o melhor seguro de viagem e não tenho um ainda para indicar. Se você tiver usando um bom, compartiha com a gente! Valeu e um abraço!

  27. pedro roberto 31/10/2014 at 18:46 #

    muito boa matéria pergunto a você existe duas essência no budismo silencio e meditação para entender a pratica que conduz ao sofrimento uma mente inquieta que pensa em muitas coisas ao mesmo tempo . qual o perigo das pessoas meditarem sem experiencia e se torna um vegetal e naõ querer a presença de outras pessoas em influencia não querem mais viver em comunidades.

    • Gusti 01/11/2014 at 17:16 #

      Olá Pedro, não sou especialista no assunto, mas acho que esse perigo é nulo, não acho que a meditação possa ter o poder de fazer isso com uma pessoa. Talvez por outros fatores uma pessoa pode se tornar antissocial mas não acho que a meditação possa ser um fator apesar de que tudo em excesso, inclusive a meditação, pode ser ruim..

  28. Louise 17/10/2014 at 15:58 #

    Que massa Gustavo!

    Que imersão em outro mundo hein…

    • Gusti 29/10/2014 at 18:23 #

      Verdade Louise!

  29. Jackson 24/09/2014 at 22:52 #

    Ola Gustavo , parabéns pelo post, eu fiz um curso de imersão em budismo, no Zulai-Cotia-SP, durante 01 mês seguindo as regras do monastério. De tudo que já experimentei nesta vida, creio que esta experiência foi uma das melhores. Agora quanto ao seu choro de emoção é muito natural e verdadeiro, pois este encontro com nossa essência, faz a nossa alma extravazar a alegria, eu chorei algumas vezes e conheço varias pessoas que passaram por esta experiência e tiveram o mesmo transbordamento de alegria. É o caminho ideal para a felicidade ..SER-FAZER-TER … abraços

    • Gusti 26/09/2014 at 00:31 #

      Ei Jackson! Valeu pelo comentário, é sempre bom ouvir outras experiências! Abraço!

  30. Laurem 23/06/2014 at 11:55 #

    Olá, Gust!

    Seu post foi o primeiro que encontrei, em português, sobre alguém que participou de um retiro de vipassana.
    Eu, por acaso, me inscrevi em um aqui em Portugal, onde moro atualmente, no mês passado. Por motivos que não sei bem como colocar, desisti no 5o dia (na verdade desisti na noite do 4o dia, quando nos ensinam a técnica vipassana, mas só me deixaram ir embora no outro dia, heh).
    As condições do retiro que eu participei são beem diferentes desse, até me senti mimada perto do que você passou! Apesar deu dividir um quarto (uma sala enorme) com mais umas dez pessoas, todos tinhamos um colchão no chão. Outros participantes tinham quartos com camas e quarda-roupas, tudo bem normal. Nossos banheiros também eram normais. Lendo seu relato o nosso retiro parece até com férias num resort!!
    Mas, como disse, não consegui aguentar os 10 dias. O silêncio não era um grande problema… As dores me incomodaram muito no início, mas no fim do 3o dia já estava me acostumando… O que me fez desistir (e talvez eu não tivesse desistido se tivesse lido e me informado mais sobre) foi a espécie de “lavagem cerebral” e o espírito religioso muito forte que me bateu no 4o dia. Por alguns momentos eu me senti em uma igreja, em uma espécie de culto, e isso me fez querer pular fora na hora. Não me arrependo, mas acho que se eu tivesse conseguido separar o Budismo-religião daquilo que nos era passado, talvez eu não tivesse desistido. Eu deveria ter filtrado melhor o que era passado e ter aceitado somente aquilo que eu achava que era certo…

    Mas, enfim! Foi uma ótima experiência, ainda que reduzida. Quem sabe um dia eu não junto forças e vou fazer o retiro na Tailândia? Lendo seu blog fiquei até com vontade!

    Abraço,
    Laurem.

    • Gusti 23/06/2014 at 13:08 #

      Oi Laurem,

      Tudo bem? Que bom poder ouvir sua experiência! Isso prova o quanto um “retiro” de meditação pode ser diferente um do outro. Sendo agnóstico, eu entendo completamente seu lado de não se sentir confortável ao se “pregar” uma religião e esse foi um dos principais motivos que eu gostei particularmente desse retiro na Tailândia. Eles não querem te converter e todos são bem-vindos, aliás padres, muçulmaos sempre são convidados para aprenderem a meditar sem mudar suas religiões.

      Para vc ter uma ideia um dos monges que dava um dos dhama talks nem acreditava em reincarnação. E olha só o que li ontem mesmo no livro do fundador do Wat Suan Mokkh: “…such as ritual chanting, merit making, and the like. The ceremony of placing rice and trays of sweets before the Buddha’s image, if performed in the belief that it is n offering to the Buddha’s spirit and that he will be able to partake of it, is 100 percent certain to produce effects precisely the opposite of what the devotee is hoping for. Behaviour that defeats its own true purpose is generally quite common in Buddhists circles. Its foolish and irrational… contaminated with the stupidity and ignorance….” Isso dá pra ter uma ideia da filosofia desse centro. Se não entende inglês passa um google translator!

      Eu recomendo bem o Wat Suan Mokkh! Qualquer dúvida só escrever aqui.

      Abraço!

  31. Matheus Mendonça 01/06/2014 at 15:20 #

    Olá, sou o seu conhecido do ponto de ônibus de bh!
    Sensacional seu Blog, rapaz! Já mostrei pra vários amigos! Me admirou muito seu estilo de vida.
    Impressionado com a vida no monastério, não sei se aguentaria 10 dias calado! rsrs

    Abraço rapaz, espero revê-lo! Prazer!

    • Gusti 02/06/2014 at 00:02 #

      Fala Matheus!

      Que surpresa, fico feliz que tenha gostado e mais ainda em saber que está ajudando a divulgar! Muito obrigado mesmo! Apesar de não ser tão fácil a vida no monastério, depois do 3ro dia passa rápido… e acaba deixando saudades! Quero voltar lá!

      Um abraço!

  32. Nádia Lidiane 02/04/2014 at 11:12 #

    Nossa, encontrei esse texto e blog por acaso pesquisando sobre budismo e li do começo ao fim! Parabéns pela iniciativa e coragem para enfrentar o desafio do silêncio, pela criatividade e excelente narração dos fatos, você nos leva de uma forma divertida com você! 🙂

    Gosto muito disso, de viajar e descrever experiências, esse blog portanto (AMEI o nome escolhido aliás, que sacada! hahaha) é forte candidato a se tornar um favorito!!

    Boas viagens e boa continuação! 😀

    Nadia

    • Gusti 02/04/2014 at 12:06 #

      Oi Nádia,

      Que bom que você chegou aqui e gostou do que viu! Quero ser seu favorito sim, então toda crítica e sugestão também serão bem vindas!Volte sempre!

      Abraços,

  33. Fred Mesquita 31/03/2014 at 10:54 #

    Olá Gustavo parabéns pelo site, sensacional. Gostaria de conversar mais com você sobre alguns temas e parcerias. Você pode me enviar seu email?

  34. Adair Zanatto Jr. 10/03/2014 at 00:45 #

    Oi Gustavo! Sensacional essa experiência pela qual você passou! Sou o amigo da Thaís Fontes que ela lhe apresentou pelo FB. Eu e minha noiva já estamos com as passagens compradas e saímos do Brasil dia 13/05 com a intenção de viajarmos por dois anos pela Europa Ásia e África. Este retiro será parte da viagem com toda certeza. Que grande oportunidade de se autoconhecer e se desvencilhar do que nossa sociedade vê como normal. Quando você volta ao Brasil? Gostaria de trocar umas ideais com você para tentar enriquecer ainda mais nossa experiência. Abraço

    • Gusti 11/03/2014 at 11:44 #

      Olá Adair!

      Seja bem vindo aqui! Que bom saber que já estão com as passagens compradas! Imagino que devem estar bem animados agora, né? Eu devo voltar só em Junho. Enquanto a gente não se encontra, a gente pode trocar ideia por aqui, ou pelo facebook (ou twitter)… Um abração!

  35. Débora 12/02/2014 at 14:02 #

    Muito boa essa matéria Gu, parabéns pela iniciativa de compartilhar suas experiências que além de serem interessantes ajudam muitos turistas. Você escreve muito bem, de forma clara e divertida. Sucesso e obrigada por todas as informações aqui postadas. Beijos.

    • Gusti 12/02/2014 at 14:34 #

      Oi Débora, que bom que gostou!
      Obrigado você e volte sempre!
      Beijão!

  36. gleice 12/02/2014 at 10:29 #

    E aí Gust, como tudo passa tão rápido , parece ontem que estávamos aqui tentando imaginar como seria sua experiência, e já foi!
    Acho que só vivendo né, espero um dia ter a coragem de dar este mergulho tão profundo e tão enriquecedor para nossa existência.
    Mais uma vez me vejo sem palavras para para expressar minha admiração por você.
    Desejo que esta sua sabedoria nata e a Paz adquirida na realização de seus desejos mais profundos , nunca deixem de te acompanhar.
    Bjs, com carinho

    Tia Gleice

    • Gusti 12/02/2014 at 13:57 #

      Ei Tia Gleice,

      Que bom te “ver” por aqui! O tempo passa muito rápido né! Já faz 3 meses que eu saí do retiro!
      Você sabe que você é uma inspiração, né? Te admiro um tanto também!
      Muitíssimo obrigado,

      Beijos,
      Gusti

  37. Thaisis 10/02/2014 at 15:35 #

    Este é, de longe, um dos posts mais interessantes que já li. No começo deve ser uma experiência um tanto difícil, um choque muito grande por não poder falar, mas acredito que realmente tenha valido à pena. Quando ficamos em silêncio acabamos tendo que ouvir pensamentos mais internos que nos inquietam e, até mesmo, resolver alguns conflitos que por muito tempo negligenciamos. Um dia ainda faço esse retiro!

    • Gusti 11/02/2014 at 07:22 #

      Oi Thaisis, Seja bem vinda ao blog! Sim, no começo é mais difícil. Esses pensamentos internos que nos inquietam e esses conflitos que (achamos que) negligenciamos são como um zunido na nossa cabeça ainda que estejamos sem poder falar. Quando conseguimos calar esse zunido também, aí sim, ficar em silêncio começa a fazer mais sentido! Me avisa quando for no retiro, quero ouvir as experiências de outras pessoas, porque cada uma é única!

  38. Thiago LuisThiaguim 09/02/2014 at 15:24 #

    ahhaha. Muito bom o texto. Ri demais imaginando as cenas na minha cabeca.
    Segurar o riso num ambiente com todos calados e sério realmente é FODA! hahaha

    • Gusti 10/02/2014 at 05:02 #

      É Thiago, eu não sei o que é pior, deixar a risada acontecer, ou prender a risada (respiração) segurando o nariz, ficar vermelho de roxo, deixar o ar escapulir sair pela boca igual bujão de gás com pedaços de arroz….:P

  39. Lucas Luz 06/02/2014 at 11:00 #

    Gusti, é muito bom ler seus textos, virei fã, eu e a Lu sempre comentamos um com o outro sobre seus escritos.
    Sua forma de narrar e relatar é fantástica, poucas vezes na visa li algo sobre viagens e outras culturas com tanto prazer e sensação de imersão. E olha que sempre li muito sobre isso a vida toda. E sempre escrevi bastante também, mas meu estilo é um pouco diferente. Abraços e continue escrevendo bastante…

    • Gusti 07/02/2014 at 01:50 #

      Oi Lucas!

      Muito obrigado pelo comentário! Me fez sorrir aqui, vindo de vc que conhece tanto é realmente um elogio!

      Uma abraço!

  40. Paula 04/02/2014 at 17:28 #

    Gustavo!
    Seu texto está sensacional….. Parabéns, não só pela escrita, mas pela coragem de viver a experiência de 10 dias em um mosteiro budista.
    A maneira com que você narrou a sua história, nos da vontade de conhecer e participar de um mundo tão diferente do que vivemos! Bjo grande, Paula Cerutti

    • Gusti 05/02/2014 at 02:17 #

      Oi Paulinha!

      Muito obrigado pelo comentário e por nos acompanhar nessas aventuras!
      Beijão!

  41. Renato Motha 03/02/2014 at 14:39 #

    Querido Gustavo, parabéns, sobretudo pela coragem!
    Viajar pra dentro de nós, na maioria das vezes, é algo muito mais desafiador que ir de um país a outro.
    O aprofundamento e o domínio do estado meditativo não é nada fácil mesmo, é literalmente uma batalha; temos de lutar contra aquilo que julgamos ser. Nossos pensamentos, sentimentos, conceitos, nossas sensações, cultura, crenças, etc. Imagine uma cebola e suas muitas camadas: até atingirmos o centro, são várias etapas. Um trabalho que exige muita paciência, entrega, prática, maturidade, dedicação… Normalmente, nós iniciantes, só conseguimos experimentar um pouquinho desse néctar. Mas a sensação, ah!!! É de um bem-estar único, quase um êxtase, né? Como vc tão bem descreveu, um momento inesquecível, que só mesmo um mergulho nas nossas águas abissais – por vezes turvas – na nossa intimidade mais recôndita, pode proporcionar. Depois…
    Só mesmo um banho de cachoeira, para refrescar e voltar com alegria ao nosso velho mundão, para mais e mais aprender e vagamundear.

    Depois apareça por Casa Branca, queremos ouvir mais e ao vivo essas histórias.

    Abração saudoso,

    Tio Renato e Patricia

    PS: em 2012, gravamos no álbum Sunni-e, aquele mantra “Sat Narayan”, que vc tanto gostou, a versão é superior àquela que vc conheceu, e está disponibilizada no Itunes, ok?

    • Gusti 04/02/2014 at 17:06 #

      Oi Tio Renato e Patrícia,

      Muito obrigado pelo comentário, com certeza enriqueceu ainda mais esse texto!
      Estarei aí em Junho, espero poder vê-los!
      E pode deixar que vou procurar a música no itunes!

      Um abraço!

      Gustavo

      • William 04/02/2014 at 21:24 #

        E aí camárada to aqui boquiaberto com todos esses detalhes,estou acompanhando tudo ,pena que seja só pelos seus relatos

        • Gusti 05/02/2014 at 02:14 #

          Fala camarada! É só vir e encontrar a gente, estamos esperando! Um abraço

  42. Felipe 02/02/2014 at 13:48 #

    Eu lembro quando eu estava no Nepal e visitei o suposto local de nascimento do Buda. Foi interessante o guia contando a história e eu reparei que havia muitos elementos místicos (como dizendo que ao nascer ele caminhou por sete flores de lotus e falou algo sobre renascimento mesmo sendo um recém nascido) e depois tive a oportunidade de ler um livro explicando um pouco da “teoria” budista e ensinamentos básicos e por esse livro percebi uma visão mais voltada ao trabalho da mente e muito pouco misticismo. É interessante ver como cada cultura adapta uma mesma religião de diversas formas, as vezes se aproximando de religiões mais tradicionais. No mais, ótimo texto e experiência fascinante!!

    • Gusti 02/02/2014 at 16:08 #

      É Felipe, é sempre bom se atentar a isso! Todas as religiões têm suas várias facetas e as formas como cada um da o seu significado. O Islã por exemplo é uma religião que ensina tanta coisa bacana, mas a gente só fica sabendo das coisas ruins no ocidente. O fundador do Wat Suan Mokk, é um monge cujo trabalho eu virei fã! Ele estudou Pali(língua do Buda), para poder fazer uma tradução mais atual das escrituras budistas e ele acabou revelando que o budismo puro (claro, na interpretação dele) não tem nada de mistérios e fantasias e misticismo (nem mesmo a reencarnação é defendida, por não se provar). O trabalho mais interessante dele pra mim foi de viajar pelo mundo e aprender que todas as outras religiões tem o seu valor e ele acabou concluindo que todas as principais religiões (cristianismo, hinduismo, islamismo, budismo, taoismo) são muito parecidas entre si, têm a mesma base! E ele convidou freiras, padres e outros líderes religiosos para o Wat Suan Mookh para poderem aprender meditação e levá-las as suas respectivas religiões e fiéis, para que todos pudessem beneficiar dela, sem nenhuma intenção de converter ninguém e respeitando todas elas. Ele escreveu vários livros (na verdade foram transcritos de suas palestras) e todos eles sempre estiveram disponíveis gratuitamente. Um deles que eu li é o “No religion”, http://www.abuddhistlibrary.com/Buddhism/B%20-%20Theravada/Teachers/Buddhadasa/No%20Religion/NORELIG.HTM, em que ele defende que não existe religião no senso de que todas tem a mesma natureza, no mínimo intrigante não?! Acabei achando um texto interessante sobre ele, se interessar: http://standinginanopenfield.wordpress.com/2012/06/07/no-religion-buddhadasa-bhikkhu/ Se quiser saber mais dele ou procurar pelos livros na internet, o nome dele é: Buddhadasa Bhikkhu, e só pra constar ele já morreu tem uns 20 anos e ainda é muito querido na Tailândia…

  43. SOLANGE 01/02/2014 at 01:05 #

    QUE INTERESSANTE GUSTAVO, COMO VOCÊ DISSE PRECISAMOS SENTIR O REAL VALOR DESTAS SUAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA. MARAVILHOSO! BOM TAMBÉM O DEPOIMENTO DA GISELE.ELA É FANTÁSTICA!

    • Gusti 01/02/2014 at 16:23 #

      Bacana D+, né?
      Bjs!

  44. Moises 31/01/2014 at 21:51 #

    Obrigado por compartilhar essa experiência com toda essa riqueza de detalhes. Me fez sentir leve…

    • Gusti 01/02/2014 at 16:22 #

      Moisés, obrigado vc por ler e comentar!
      Fico muito contente.
      Volte sempre!
      Abraços.

  45. Thiago 30/01/2014 at 16:48 #

    Você conseguiu me levar para esse retiro com você, parabéns pela narrativa!!! Sensacional!!!

    • Gusti 30/01/2014 at 17:18 #

      Valeu Thiago! Mas nada substitui a experiência de ir lá e experimentar por si mesmo. Recomendo a todos!

  46. Gisele 30/01/2014 at 15:44 #

    Babando aqui com as suas experiencias e louca pro meu baby crescer para eu poder voltar a “vagamundear” tb..agora com o assunto de meditação e budismo ,ai eu fico maravilhada pois sou apaixonada pelo tema.Tive uma experiencia ha uns 5 anos atras e desde entao minha vida e outra.Como eu percebi que vc teve uma “dificuldadezinha” para meditar,rs,gostaria de t sugerir um video que talvez va te explicar mais “fisiologicamente” falando o que e meditar:http://www.youtube.com/watch?v=pl1TLsOYahw

    Trata-se de uma neurocientista americana que teve uma paralisia do lado esquerdo do cerebro e ela conta o que viveu neste tempo.No seu periodo de silencio,era isso q vc tentava fazer…calar o lado esquerdo do cerebro.E ele que nos leva para o passado e para o futuro e nao nos deixa viver no presente.Com isso vem os medos ,as magoas.Quando vc consegue cala-lo vc comeca a ouvir seu eu interior…e ai e so felicidade.o resto e ilusao! Bom,continue tentando…nao desista! Grande beijo!

    • Gusti 30/01/2014 at 15:57 #

      Valeu Gisele, por compartilhar sua experiência! Esse vídeo é muito bom! Bjs

  47. Gisele 30/01/2014 at 15:40 #

    Babando aqui com as suas experiencias e louca pro meu baby crescer para eu poder voltar a “vagamundear” tb..agora com o assunto de meditação e budismo ,ai eu fico maravilhada pois sou apaixonada pelo tema.Tive uma experiencia ha uns 5 anos atras e desde entao minha vida e outra.Como eu percebi que vc teve uma “dificuldadezinha” para meditar,rs,gostaria de t sugerir um video que talvez va te explicar mais “fisiologicamente” falando o que e meditar:http://www.youtube.com/watch?v=pl1TL.Trata-se de uma neurocientista americana que teve uma paralisia do lado esquerdo do cerebro e ela conta o que viveu neste tempo.No seu periodo de silencio,era isso q vc tentava fazer…calar o lado esquerdo do cerebro.E ele que nos leva para o passado e para o futuro e junto a isso vem os medos e as magoas……Continue tentando,,vc vai ver q a vida e so felicidade! o resto e so ilusao!

    • SOLANGE 01/02/2014 at 01:01 #

      QUE BACANA GISELE SEU DEPOIMENTO!!! MUITO BOM SABER QUE VOCÊ TAMBÉM É UMA PESSOA MUITO ILUMINADA. GUSTAVO NOS FAZ VIAJAR JUNTO COM ELE NESTAS EXPERIÊNCIAS FANTÁSTICAS!1

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