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Você sonha em viver viajando?

Sei que viajar é o sonho de muita gente. As imagens do mar caribenho, da arquitetura europeia, das curiosas culturas asiáticas, das montanhas nevadas sempre nos instigam a querer ver aquilo com nossos próprios olhos. Mas não precisa ir muito longe não, aqui mesmo em Minas Gerais conheço gente mais velha que sonha em ver o mar por exemplo. Ele está ali, tão perto! As vezes me pergunto, por que não foi ver ainda? Sim, sei que existem as dificuldades, a falta de grana, de tempo.  Mas será que esse é o real motivo?

Descansando e olhando a vista ao escalar o Mt. Rainier

Parada para descanso ao escalar o vulcão Mt. Rainier, no estado de Washington, EUA

Se o preço de passar uma noite no ônibus para realizar o sonho de conhecer o mar pode ser impensável para alguns o que dizer do preço de viver viajando? Não me refiro ao custo financeiro, que aliás é assunto para outro post e sei que o quanto gasto nas minhas viagens vai surpreender muita gente. Me refiro ao quanto você está disposto a se doar. Se você pensa que para viver viajando tem que ser rico e viver na luxúria, desculpe mas você não sabe nada sobre viver viajando. Bem, não da forma como eu e tantas pessoas que eu conheço hoje viajam. Deixa eu tentar esclarecer então:

O que é viver viajando?

Viver viajando é o que muita gente chama de nomadismo. Antigamente se viajava constantemente para aproveitar as melhores condições de clima, de colheita, de rebanho para a própria subsistência e sobrevivência. Ou seja, você dependia do lugar físico. Hoje, graças à internet essa dependência não é mais necessária e muita gente como eu viaja por motivos opostos aos dos nossos antepassados nômades. Temos uma ferramenta poderosa que nos faz independentes do lugar físico e claro financeiramente também. Por causa da internet, somos nômades digitais. Eu posso aceitar um convite para ir para qualquer lugar do mundo hoje porque eu não tenho nenhum laço com um lugar fixo.

E mesmo que esse laço exista, ele será temporário. Faz 10 anos que eu não tenho um empregador fixo (quando eu tinha 16 anos eu trabalhava em um escritório de uma corretora, vendendo seguros) e mesmo quando eu escolhi ou escolho trabalhar para alguém, seja como piloto, jardineiro, garçom ou pintor de casa, desde do início deixo claro que será uma condição temporária. Sim posso passar meses em algum lugar, como já passei “morando” nos EUA e na Tailândia por exemplo, mas essa liberdade de poder escolher onde e quando e por quanto tempo morar que me faz um vagamundo, um nômade digital ou alguém que vive viajando.

Não é para todo mundo!

Sei que esse estilo de vida parece um sonho, quase um conto de fadas para muita gente. E quando eu conto como eu levo minha vida, muita gente afirma que quer viver assim também. “Será mesmo?”, eu me pergunto. Viver na estrada têm suas dificuldades também e principalmente no começo, as dificuldades financeiras não são apenas uma preocupação, mas também uma realidade. A distância e a saudade dos familiares e pessoas próximas, o aperto no peito das despedidas constantes de amigos que você faz nas viagens, a dificuldade de se manter um relacionamento amoroso (apesar de conhecer vários casais que viajam juntos), a falta de uma rotina para manter a atividade física, o tempo que você dorme, a hora que você come. Tudo isso faz falta. E as dificuldades não param por aí. Muitas delas acabam virando posts aqui no blog como: Ter que comer comida esquisita, não ter assento em uma longa viagem de trem na China, ter entrada negada na alfândega de alguns países, enfrentar tempestade no Atlântico enquanto pilotava, presenciar um desastre que matou mais de 20 pessoas ao meu redor, entre outros.

Esses são alguns dos preços que pagamos para viver esse estilo de vida, para viver essa liberdade. Mas para quem sonha em viver assim, não tenho dúvida ao afirmar, vale muito a pena! Mas você que sonha com isso tudo, será que é seu sonho mesmo? Será que é o estilo de vida que te atrai ou a aparente liberdade dos problemas do seu dia a dia? Se você viaja para fugir dos problemas e das aflições, acredite, eles vão te seguir onde quer que você vá. Porque eles estão dentro de você. Se aquietar, se conhecer, controlar seus pensamentos, preocupações e medos é um dos primeiros passos que você precisa dar antes que você decida “jogar tudo para o alto” e viver viajando.

"Asi es la vida", "Se necesita um mecanico con experiencia escrito em um trem abandonado em um deserto da Boívia

Sucata de trem estacionado em um deserto na Bolívia

Qual o seu sonho?

Se esforçar para descobrir seus próprios sonhos e viver sua própria vida deveria ser objetivo de todos. Mas vamos crescendo, nos “amadurecendo”, nos especializando nas nossas profissões e sem querer nos vemos vestindo as máscaras que a sociedade nos exige, seguimos o fluxo. Viramos cascas, superfícies e esquecemos o que há lá dentro. O verdadeiro eu é negligenciado. Aquietar-se pode ser simples, mas é necessário silêncio. É necessário calar as vozes do ego e  do interior da nossa mente. Talvez viajar para um lugar distante te ajude a se aquietar. Eu particularmente gosto muito de me adentrar na natureza, seja numa montanha, floresta, vulcão, deserto ou mesmo o céu quando eu voo. Onde não há muita gente, onde eu me sinta conectado com os bichos, com a floresta, com o mar; com a natureza. É a minha forma, mas cada um tem a sua. Foram nessas viagens e nesses momentos, quando o mundo parecia congelar que eu me dei conta de que pagaria o preço que fosse preciso para poder seguir viajando e viver o meu sonho.

Não deixe de receber as atualizações enquanto sigo viajando!





E você, já sabe qual é o seu sonho? O que te impede de colocá-lo como meta, fazer seus planos e colocá-lo em prática? Ou se já vive como gostaria, por favor, compartilhe sua história!

 

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38 Comentários à Você sonha em viver viajando?

  1. Márcio 03/12/2016 at 12:31 #

    Cara, parabéns pela coragem, realmente não é para qualquer um. Bom, me chamo Márcio, tenho 23 anos, e levo uma vida pacata e rotineira, que é do estágio para a faculdade, pra casa; esperar o final de semana e começar de novo na segunda (com cara de bunda). Juro pra vc que não me imaginava assim aos 23, me imaginava em qualquer lugar do mundo menos aqui em SP fazendo exatamente o que eu faço. Eu moro em uma cidade com bastante verde e eu sempre me refugiei no meio do mato pra andar de bike ou simplesmente ouvir os sons da floresta, mas nem isso, que é algo simples e acessível não tenho feito mais. As vezes gostaria de largar tudo, trabalho, faculdade e viver viajando pra qualquer lugar, mas a pressão que existe sobre nós é muito grande, e vc precisa estar muito bem decidido de largar tudo e de que não irá se arrepender e voltar para aqueles que você “magoou” com a sua decisão de deixar pra trás a vida padronizada e dentro do script. Resumindo, gostaria de saber de vc, se foi muito difícil o momento da decisão, como foi lidar com seus familiares, eles aceitaram numa boa ou vc simplesmente tomou as rédeas da sua vida sem se importar com a opinião alheia? grande abraço e carpe diem!!

    • Gusti 18/03/2017 at 08:24 #

      Oi Márcio – Não foi fácil o processo, mas quando tomei a decisão eu estava confiante de que independente do resultado, eu aproveitaria ao máximo as experiência, ruins ou boas… Como viajar num trem igual uma sardinha enlatada, onde estou no exato momento te respondendo aqui da Índia…

  2. Tatiana Magalhães 14/08/2016 at 12:50 #

    Gostaria de rodar o mundo !!! A vontade é imensa mas só falta uma coisa : companhia….
    Adorei o site !

    • Gusti 18/03/2017 at 06:59 #

      Oi Tatiana, viajar sozinho também tem seus encantos, e facilita fazer novas amizades!

      • Ale 25/06/2017 at 12:23 #

        Também gostaria de viajar, mas sozinha também tem muitos riscos. Infelizmente mulheres são mais vulneráveis 😡

  3. João 13/06/2016 at 17:48 #

    Boa tarde! Não é a primeira vez que eu leio um artigo falando sobre “viver viajando” e tenho muitas dúvidas quanto à isso. Esse é o meu sonho! Mas tem coisas que não me descem (desculpe se parecer arrogante). Hoje na internet todos expõem ter uma vida perfeita e feliz e do outro lado da telinha sabemos que não é nada daquilo. No seu texto você também cita as dificuldades. Ok. Mas um exemplo, não sei onde você se encontra atualmente (encontrei seu texto por acaso). Hoje nós aqui no Brasil enfrentamos uma crise que não nos permite fazer muita coisa, a não ser poupar dinheiro para caso o pior aconteça. Retomando o exemplo, EUA, sabemos o quanto está difícil entrar naquele país hoje em dia. Minha dúvida é a seguinte: Como consegue se manter nesses países de forma legal? Por que seus pais não bancam suas viagens, correto? E a única forma de se manter é trabalhando, certo? E como comentei antes dos EUA, além de não ser fácil entrar no país, também não é nada fácil obter um visto de trabalho. Se tiver como, gostaria de obter um contato pessoal seu pra trocar essa ideia. Aguardo uma resposta sobre a minha dúvida. Abraço!

    • Gusti 23/06/2016 at 08:03 #

      Olá João,

      Obrigado pelo comentário. Você tem razão, as vezes a internet e os próprios posts que pessoas como eu postam na rede deixam a impressão de que viver uma vida assim é fácil. Não é. Mas a resposta para a sua pergunta, nunca dependi de meus pais para viajar e hoje eu vivo da renda com os negócios que tenho na internet. Hoje há várias ferramentas para isso, até para quem não quer ser empregador como o elance onde você pode colocar suas habilidades free-lancer… Há sempre possibilidades também (dependendo de vários fatores claro) de conseguir visto de trabalho para outros países, não é fácil, mas não é impossível. (minha primeira viagem foi com visto work and travel para os EUA). Mas é necessário sim planejar, juntar dinheiro e fazer por onde. E lembrando que há uns 200 países no mundo e cada um tem sua própria regra e oportunidades. EUA é apenas um deles…

      Boa sorte nos seus planos!

      Abraço,

  4. DOUGLAS 11/03/2016 at 19:28 #

    E ai Gusti !!

    Então, meu nome e Douglas e tenho 24 anos, recentemente sai da empresa onde trabalhava, no mesmo período fechei a minha própria empresa de chocolates, e tambem terminei minha faculdade de ADM no final de 2015. Emfim, tenho um grande sonho de viver viajando pelo mundo, como um nomade mesmo, e acredito que essa seja a hora certa, estou planejando ir p os EUA agora e ficar um tempo por la, porem estou com pouca grana, mas ja tenho passaporte e visto. entao o que vc me falaria sobre esse plano ?

    • Gusti 12/06/2016 at 15:13 #

      Ótimo plano Douglas, se isso é seu sonho de verdade! 🙂 MAs EUA é um país caro, aconselharia a começar pelo sudeste asiático! Como Tailândia! Em cidades como Chiang mai va encontrar muita inspiração e gente fazendo o mesmo! Boa sorte!

  5. Julia 23/11/2015 at 16:13 #

    Olá, Gusti!
    Eu sonho viver viajando por ai, posso até dizer que sonho mais do que vivo… todos os dias aqui do trabalho fico viajando na internet.
    É difícil para mim aceitar que talvez isso não se realize tão cedo. Com 20 anos ainda não tive a oportunidade de fazer a faculdade que realmente gostaria (por ser federal e não ter quem me banque para apenas estudar), tenho um emprego que mal dá pra me ajudar a pagar o curso de adm que faço em uma particular da cidade do lado… estou perdida, meus dias aqui são todos cinzas sabe? 🙁
    Mas decidi que de qualquer forma vou encontrar uma maneira de viver meus dias felizes… mesmo que não seja realizando meu sonho.
    Obrigada por compartilhar sua história, pois ela sempre me inspira. Aproveite sua jornada por mim… Beijos

    • Gusti 12/06/2016 at 16:34 #

      Oi Julia, continue sonhando e planejando formas de ver seu sonho realidade, um dia ele acontece! Boa sorte!

  6. Igor 24/07/2014 at 08:59 #

    Dae, germiniano hahahaha. Muito bacana o blog! Vou ficar esperando a postagem da Nova Zelândia. Mas, se eu for antes, eu aviso hhahah. Abração! 😀

    • Gusti 25/08/2014 at 20:22 #

      Haha, pode deixar Igor! Volte sempre ao blog! 😉 Abraços!

  7. Bettina 28/06/2014 at 17:22 #

    Oi Gusti!
    Assim como você, sofro do “mal” do trip-tozoário e do…aerococos!

    Me formo esse ano em Aviação Civil, mas ainda não tenho nenhuma hora de voo. Sou apaixonada por aviação desde os 10 anos de idade, quando um comandante da BRA me convidou para visitar a cabine pois a viagem de avião era meu presente de aniversário. Ver todas aquelas luzes da cabine num voo noturno mudaram completamente o rumo da minha vida e decidi que seria piloto.

    Quando fiquei mais velha e descobri que viajar era a melhor coisa para o corpo e para a alma (vide: uma sensacional viajem para Bariloche em 2010 em que até minhas inseparáveis espinhas e caspa foram curadas kkkkkk), só fez aumentar minha vontade de ser piloto, agora com a motivacional de conhecer mundo. Apesar de altas aventuras na neve, acredito que a melhor parte foi conversar com o povo local e descobri habilidades sociais que eu não sabia que tinha.

    Porém, até mesmo sendo piloto de linha aérea, essa possibilidade ficaria meio estreita, já que você se “prende” à algo, e aos mesmos destinos sempre. Então, antes de me tornar piloto, decidi que viajaria o mundo por conta própria e gastando pouco e pesquisando essas coisas, cheguei no seu site.

    Ví que você tira proveito de ser piloto nas suas viagens. Sua carteira deve ser da FAA então? Que documentos (licenças, exames médicos) eu precisaria e qual classe de pilotagem eu teria que alcançar (+-qnts horas)? Você pilota diferentes aeronaves ou está limitado à apenas um modelo? Você poderia fazer um post só disso! haha. “Como tirar proveito na Vagamundagem sendo piloto”

    Minha outra preocupação é: sou mulher, 20 anos, pequena e não tenho força nem pra aguentar meus 48kg. Você recomenda fazer aulas de Krav Maga durante um ano antes de fazer minhas andanças? haha. Ou achar um parceiro do sexo masculino pra me acompanhar? Existem muitos países que não veem a mulher de uma maneira pacífica e sempre ouço coisas tenebrosas de turistas mulheres em países árabes e na índia. Essa minha preocupação ultrapassa as preocupações de como obter dinheiro, onde dormir, como lavar roupa, como achar meios de transporte! Um post sobre dicas de segurança também seriam muito bem vindas!

    Obrigada pela atenção, CAVOK sempre e boa sorte!

    • Gusti 30/06/2014 at 20:43 #

      Oi Bettina!

      Que legal ver um comentário como o seu e ver vc perseguindo seus sonhos. Eu gosto de acreditar que quanto maior o desafior mais espetacular vai ser o voo! Para falar verdade não sei se seu peso pode comprometer seu rendimento como pilota, principalmente nos aviões mais modernos em que não se exige tanta força assim. O avião que eu mais voo é o cessna 172 e já voei também o piper Malibu, planador e parapente, hehe. Mas também estou perto (esperando $$$) de tirar meu breve de helicóptero. Entendo sua preocupação por viajar sozinha sendo mulher, mas em todos os lugares que já estive vi meninas viajando sozinhas e elas não vêm nenhum problema, claro, tomando as devidas precauções. Assim que possível vou escrever sobre o assunto, mas acho que o que a gnete ouve falar é sempre muito mais exagerado do que é na vida real nesses países. Obrigado por escrever e espero te ver sempre por aqui!

      Um abraço e CAVOK sempre pra vc tb! 😉

      • Bettina 03/07/2014 at 18:35 #

        Não cara, o peso não ta ali relacionado à aviões haha já sei que não muda em nada o rendimento pilotando, só coloquei ali pra você ter uma noção de como poderia, uma pessoa tão pequena, poder se defender de um possível ataque violento nessas andanças pelo mundo, não tenho chances :p . Se eu fosse um pouquinho maior talvez não teria tanta insegurança assim em me parecer com uma criança de 12 anos, viajando o mundo kkkkkkkkkk

        Você não respondeu qual a sua carteira, se você tirou suas licenças aqui no Brasil ou nos E.U.A.? Se foi aqui no Brasil, como fez para validar tais documentos para voar pelo mundo?

        Boa sorte com os helicópteros, e estou esperando ansiosamente pelo post sobre dicas de segurança, do qual acredito ser interesse de todos, seja homem ou mulher. Até!

        • Gusti 04/07/2014 at 11:05 #

          Ei Bettina, na verdade eu aprendi a voar lá então só posso voar aeronaves com prefixo americano, depois eu vou convalidar aqui na ANAC, mas vou esperar tirar outras carteiras. Boa sorte com seus planos! Abraços

  8. bruna 27/06/2014 at 15:07 #

    Gusti,

    Meu sonho é este mesmo, ter a liberdade de viver viajando, e vou começar por um período sabático de um ano que se inicia agora em outubro para perseguir isso!

    Meu maior sonho é ser nômade digital, mas tenho a profissão errada (advogada), e por mais que me esforce, até agora não consegui vislumbrar uma oportunidade de fazer outra coisa para gerar renda enquanto viajo por tempo indeterminado… Mas estou torcendo para que isso mude (aliás, ideias são bem vindas). Tentei iniciar uma carreira com tradução online, mas depois de meses me inscrevendo em sites de freelas e mandando propostas, não consegui um cliente se quer! hahahaha as vezes a vida é assim, não é mesmo? Torço para que nessa próxima viagem apareçam oportunidades de concretizar os meus desejos!

    Beijos!

    • Gusti 30/06/2014 at 20:47 #

      Que legal Bruna! Espero que esse período sabático te abra a cabeça para novas possibilidades. Vc tentou elance para oferecer seus serviços? A ideia é começar trabalhando quase de graça pra você ir ganhando relevância e referências! Volte sempre aqui no blog!

      Um abraço!

    • Gusti 30/06/2014 at 20:47 #

      Que legal Bruna! Espero que esse período sabático te abra a cabeça para novas possibilidades. Vc tentou elance para oferecer seus serviços? A ideia é começar trabalhando quase de graça pra você ir ganhando relevância e referências!

      Um abraço!

  9. Felipe 24/06/2014 at 12:31 #

    No meu caso eu canso da rotina facilmente, sempre aparece aquela vontade de ir pra algum lugar diferente conhecer coisas novas. As viagens que eu fiz anteriormente foram mais curtas, de até 20 dias (sem contrar as épocas que morei fora) e desde o começo consegui me adaptar bem estando em um lugar tão diferente daquilo que estou acostumado em casa. É difícil de explicar, às vezes só de estar em algum outro canto do mundo, nem que seja sentado numa praça só observando o movimento, já me deixa com uma sensação de felicidade muito grande. Próximo passo é começar a fazer viagens que nem as suas, parando por algumas semanas em um mesmo lugar para poder conhecer o local ainda mais haha. E essas viagens mais longas acabam ajudando nessa questão de alimentação, atividade física, que sempre foram difíceis de conciliar com as viagens mais rápidas.

    Abraços!

    • Gusti 26/06/2014 at 11:09 #

      Essa sensação é muito boa né Felipe! Parece que vc está também seguindo o rumo dos nômades digitais! Bacana demais! 🙂
      Abração!

  10. Simone Barichello 24/06/2014 at 11:22 #

    Oie Gusti!!!
    Adoro os seus posts e sempre que posso estou por aqui lendo!

    Essa ideia de viver viajando é muito tentador sim, tenho alguns planos de viagens, mas ainda não tenho certeza se essa vida é pra mim.
    Como você mencionou, é preciso abrir mão de algumas coisas, como família, amigos, comida, conforto, entre outros. Algumas coisas que a sociedade impõe, já consegui desapegar para realizar meus sonhos. Lembro quando convidei minhas amigas para uma viagem, choveram ideias de onde ir, quanto tempo ficar, o que fazer, mas na hora do “e ai, vamos?”, as desculpas foram tantas que fiquei sozinha. Estava quase fechando a viagem quando duas amigas toparam a ideia e foi umas das minhas melhores viagens!!!
    Prioridade, foco, determinação e fazer acontecer são importantes para os sonhos se tornarem realidade!! Este é o caminho que estou seguindo!!!
    Abraços,
    Simone

    • Gusti 26/06/2014 at 11:10 #

      Que bacana sua experiência Simone! Bom saber que vc esta no caminho certo, 😉

      Abraços!

  11. César 24/06/2014 at 01:11 #

    Sou adolescente, que fazer? Estou na utopia dum dia poder viajar sem destino, fazer um mochilão nem que seja uma vez na minha vida, ainda pela América Latina.
    Realmente gostei de teu texto, acabou por dar-me ainda mais vontade de fazer uma viagem assim, por um tempo, que a vontade me leve – Quem sabe?
    Sei que tenho que ver se realmente é isto o que eu quero e realmente seria o que há-de me fazer feliz, realizado. O desafio, pelo que me parece, é grande mas o sacrifício pelo jeito é de valer a pena. Primeiro vamos sentir falta dos nossos familiares, depois que os reencontrarmos, vamos é sentir falta dessas aventuras.
    Pois então,enquanto não viajo por ai, viajo pelos meus sonhos =D

    Abraços.

    • Gusti 26/06/2014 at 11:12 #

      Oi César! Continue sonhando! Pelas suas palavras eu me vejo quando eu era adolescente também e ficava só sonhando e planejando para fazer acontecer. Mas não fique só nos sonhos não, planeje bastante e tente aproveitar para viajar perto de casa, já é um grande começo!

      Abração!

  12. Debora Garcia 19/06/2014 at 16:24 #

    O seu texto é tão pé no chão que se reflete nos comentários, da galera consciente que viver viajando não é o céu na terra e não é pra todo mundo.
    Quero saber quando vc vem ao Oriente Médio pra gente se ver e tomar um arabic coffee esperto! Quero ouvir suas histórias da Etiópia!
    Abraços,
    Debora Garcia

    • Gusti 19/06/2014 at 18:21 #

      Ei Débora!

      Adorei seu comentário! Assim que eu ganhar uma passagem pro Oriente Médio, estarei aí batendo na sua porta. Quero muito te encontrar!

      Um abração!

  13. Thiago 18/06/2014 at 14:17 #

    Muito bom o post, as fotos são demais! Definitivamente não são todos que conseguem, ou querem viver viajando!

    • Gusti 18/06/2014 at 16:00 #

      Valeu Thiago! 🙂

  14. Julia 18/06/2014 at 11:54 #

    Oi, Gusti!! Como está?
    Que lindo texto!

    É. Eu descobri a uns 2 anos atrás que não estava vivendo como gostaria. E comecei a sonhar…
    Agora vou dar um primeiro passo. Estou indo fazer minha primeira “grande” viagem longe de casa e sozinha, daqui um pouco mais de 1 mês! E posso dizer que você juntamente com outros exemplos foram inspiração pra que eu tomasse coragem de sair da minha zona de conforto.
    Obrigada! 🙂

    Abraço.

    • Gusti 18/06/2014 at 16:03 #

      Ei Juli, que bom saber que vai “encarar o mundo” e que de alguma forma eu tenha contribuído por isso! Por favor, mande notícias! Para onde vc vai?

      Abração!

  15. Zig 17/06/2014 at 23:53 #

    No meu caso penso parecido com a Luciana, já parei para refletir sobre viver viajando e percebi que não é pra mim. Levo um tempo pra ter disciplina e tenho dificuldade às mudanças de rotina, mas amo viajar principalmente pela idéia de conhecer algo novo e ter sensações diferentes do meu dia-a-dia. Há pouco tempo o que me limitava a correr atrás dos meus sonhos era a preocupação em querer agradar a maioria das pessoas. Hoje acredito que estou no momento de maior satisfação na busca dos meus sonhos e o simples fato de eu refletir em minhas reais vontades me faz uma pessoa feliz. Isso é peculiar a cada um. O que o Lucas comentou do conhecimento, progressiva maturidade e acrescento, perseverança, são o combustível dos que vivem, ou pelo menos estão em busca dos seus sonhos. Muito bom seu posto Gu! Bjos.

    • Gusti 18/06/2014 at 10:42 #

      Que bom Zig, que hoje vc reflete nos seus sonhos, isso é importante! Mudança de rotina (se é que eu consigo fazer uma, hehe) ainda é um desafio para mim! Mas aos poucos vou me adaptando! 🙂 Beijão!

  16. Luciana 17/06/2014 at 18:21 #

    Legal o post. Sempre fiquei pensando que vc tem que ser muito disciplinado pra manter a atividade física com essa rotina, ou melhor: com essa não rotina. Amo ouvir as experiências e ver as fotos! Mas estou certa de que viver viajando não é pra mim. Sempre soube. Eu teria muitos problemas com a alimentação e com o cansaço, pq se tem algo que me deixa muito mal humorada é o sono. rsrs Prefiro que sejam experiências esporádicas, se pudesse ser uma vez por ano, em minhas férias, seria perfeito.

    • Gusti 17/06/2014 at 20:25 #

      Luciana, acho que a falta de uma rotina bem definida é o que mais me incomoda nas viagens. Mas ainda assim eu tento me organizar, marcando o tempo de escrever, ler, fazer exercícios físicos, estudar… Isso depende de disciplina mas pouco a pouco estou aprendendo a ser disciplinado enquanto viajo! Estou torcendo que vc consiga viajar pra um lugar bem bacana uma vez por ano, hein! E quero ir junto! hehe Beijos

  17. Lucas 17/06/2014 at 18:05 #

    Falou tudo Gusti! Uma vez, você falou que a lei da ação e reação se aplica à vida e às pessoas. Nesse caso ai, acho que tem uma outra lei que se aplica também: a lei da inércia, a tendência das pessoas a continuarem do jeito que estão, seja em repouso, enraizados num mesmo lugar, seja em movimento, na busca de um sonho. Tanto pra um caso quanto pro outro, quebrar essa resistência de mudar de estado pode ser difícil, dependo do quão acomodado você está (o que requer uma força de vontade maior) ou do quão motivado você está a continuar perseguindo um sonho (o que requer obstáculos maiores). Desde pequeno eu sempre fui sonhador, e quando foi a hora de perseguir esse sonho, percebi que um grande obstáculo é a falta de conhecimento, mas que se supera com a busca de informações. Outro obstáculo foi a maturidade, saber distinguir a fantasia da realidade, encontrar a bom caminho, ter paciência… mas hoje, mesmo tento conseguido aquilo que quiz (parcialmente, pois ainda espero a residência permanente), meu sonho continua a tomar novas formas. Acho que o sonhador mais feliz é aquele cujo sonho não é uma ponto fixo, mas um caminho, como o seu caso: viver viajando, e desde o momento que você se põe a viajar, você está vivendo seu sonho. Meu sonho está se tornando algo assim, um estilo de vida único que quero ter, de certa forma semelhante ao seu. Mas neste momento, só preciso ter paciência, esperar a oportunidade e o momento certo, pois o que não falta é vontade!

    Aquele abraço!

    • Gusti 17/06/2014 at 20:31 #

      Fala Lucas! Ponto fixo pode ser meta, mas não sonho. Aprender a seguir as curvas do caminho e se divertir com elas também é importante, né!? Ter essa meta é importante para nos movimentar, nos tirar do repouso, e nos fazer planejar. Adoro seus comentários, aprendo também com eles!
      Abração!

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