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Na Natureza Selvagem: “A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”… Será mesmo?

Amigos conversando em frente à uma fogueira durnte um acampamento em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais

Rafael, Peter, eu e Matheus, compartilhando risos em frente à uma fogueira durante um acampamento perto da Cachoeira do Tabuleiro em Conceição do Mato Dentro, MG

Alguns dias atrás eu e alguns amigos caminhávamos pelas montanhas que abrigam a maior cachoeira de Minas Gerais quando um deles me perguntou: Você realmente acredita que “A felicidade só é real quando compartilhada?”. Claro que sim, disse sem pensar duas vezes… Para depois eu perceber que bem… estava errado.

O cenário em que estávamos parecia ser a prova daquela frase. Estávamos em um trilha andando ao longo de um rio que passava por pedras que pareciam ter sido esculpidas por gigantes. A natureza era exuberante e lá na frente uma queda d`água de quase 300 metros dançava se transformando em um névoa. Eu estava feliz de estar ali e mais ainda por ter a companhia de bons amigos. A felicidade era real e compartilhada!

A frase em questão é a maior lição de quem lê o livro ou assiste o filme: “Na Natureza Selvagem”. Se você não conhece vá até a locadora mais próxima (isso ainda existe?) ou procure no netflix ou mesmo pegue o livro para ler antes de continuar lendo esse texto.

O aviso de spoiler foi dado!

Nem sempre gosto dessas frases de efeito que a gente sempre vê por aí circulando pelas mídias sociais. O peso de suas lições podem transformar vidas, mas elas precisam sempre de um contexto. Sem uma história elas se tornam banais, clichês. Ganham curtidas mas não entendimento.

Desde que eu absorvi essa frase após ler a emocionante narrativa da vida de Christopher McCandless ela tem sido um norte na minha vida, ela traz propósito à esse blog e ilustra o efeito de muitos encontros na minha vagaMundagem. Não tenho dúvidas de que compartilhar risos e experiências me traz uma sensação muito boa, me faz feliz. Mas se você muda as perspectivas, algumas experiências te mostram que “a felicidade NÃO só é real quando a compartilhamos”.

Porque ela faz sentido no contexto de “A Natureza Selvagem”?

A história do livro e do filme é real e aconteceu com o jovem americano Christopher McCandless quando ele ficou de saco cheio da sociedade à sua volta, suas expectativas e cobranças. Ele percebeu que não estava vivendo uma vida sincera com seus sentimentos internos e assim, como muitos de nós, vivia para e pelos outros. Ele estava dentro da armadilha de viver a vida que a sociedade espera da gente. Recém graduado percebeu que seguir naquele caminho era como colocar uma máscara para agradar os pais, a namorada, os amigos. O sucesso profissional, as conquistas acadêmicas, materiais e de relacionamentos viriam a qual custo?

Ele decidiu largar tudo aquilo que ele fazia pela sociedade e começou a seguir o seu rumo próprio e de forma extrema abandonou todos à sua volta, queimou os dólares que tinha, abandonou o carro dado pelo pai e foi viajar da forma mais simples. Por alguns anos ele viajou pegando caronas pelos EUA, México, Canadá até chegar no Alasca e se isolar ali por completo de tudo e de todos. Ele chegou no final do verão quando os rios estavam baixos e sobreviveu ao inverno congelante e na primavera quando estava pronto para deixar o lugar se viu encurralado pelos rios volumosos formados pelo degelo das neves.

McCandless acabou comendo uma planta venenosa e antes de morrer sozinho e isolado escreveu em seu diário com letras garrafais a célebre frase: “A felicidade só é real quando compartilhada”. A lição era clara: desistir por completo da sociedade, fugir de seus vícios e de suas loucuras, cortar todo tipo de relacionamento com outras pessoas era também uma loucura. A forma como a história é contada fica ainda mais claro que abandonar por completo seus pais e aqueles que se importavam com ele em casa, por mais que pensassem diferente, foi um ato egoísta.Abraço de um leão marinho

Não era ali que a felicidade se encontrava.

Mccandles achou que estava fugindo das mazelas do capitalismo, da hipocrisia e das falsidades sociais, mas ele falhou ao perceber que não adiantava fugir fisicamente de todos esses problemas se eles continuavam em sua mente o acompanhando onde quer que ele fosse. Ainda assim McCandless encontrou nas suas viagens a felicidade nos encontros com estranhos, nas amizades feitas na estrada, no compartilhamento de risos e também de sofrimentos. Aquilo era realmente a felicidade? Sim, era para aquele momento, mas ali ela era efêmera. Talvez a maior felicidade que McCnadles encontrou foi quando ele se desapegou de tudo aquilo que o moldava em casa e se viu livre para se aproximar de seu verdadeiro eu. Uma pena que tenha faltado coragem para compartilhar com aqueles que o amavam suas descobertas. Portanto o que parece ser seu maior arrependimento se torna a maior lição tirada de sua história.

Eu acredito que tudo aquilo que é efêmero, que tem um prazo de validade não traz a verdadeira felicidade. Bens materiais como carros, casas, aviões, joias estão todos a mercê do tempo. Mais cedo ou mais tarde você os perde e o sentimento de vazio interno se torna insuportável. A suposta “felicidade” gerada pelo poder e pelo sucesso profissional é da mesma ordem. Quando a gente conhece uma pessoa que tem tudo que achamos que traz felicidade a gente só vê o reflexo. Quantas vezes nas minhas viagens conheci gente que parecia ter tudo para ser feliz: Dinheiro, poder, família, fama, amigos, saúde, religião e até “Deus” mas em uma conversa mais aprofundada a pessoa acaba revelando a falta de alguma coisa inexplicável.

O que realmente importa?

Quem sou eu para definir felicidade e julgar quando ela é real. Isso é o que todos nós buscamos e embora eu concorde que encontramos a felicidade nos encontros e no compartilhamento de experiências eu sei que ela só é capaz de preencher a sensação de vazio quando buscamos dentro da gente mesmo, nos aprofundando no conhecimento do verdadeiro eu e se afastando daquela nossa imagem que construímos e se reflete no espelho e nos olhos das pessoas ao nosso redor.

Portanto a felicidade pode ser ainda mais real, mesmo quando não compartilhada. Ela acontece dentro da gente e não depende de máscaras e da perspectiva de quem nos vê. Viajar pode ser a melhor ferramenta para você seguir nesse caminho porque você tem a chance de deixar para trás tudo aquilo que te da forma e faz sentido em casa, mas não faz tanto sentido dentro de você mesmo.

Se você ainda não conhece esse blog, quem escreve é alguém que de forma similar “largou quase tudo” há mais de 6 anos para seguir seu sonho e viver viajando.

Se estiver interessado em um diálogo mais interno, deixe seu e-mail abaixo!



Seguem algumas fotos da nossa viagem à Cachoeira do tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, MG:

Durante à caminhada/hiking para à Cachoeira do Tabuleiro em Conceição do Mato Dentro

Parte do cenário durante a caminhada até a cachoeira do Tabuleiro. Conceição do Mato Dentro, MG

Amigos pulando na cachoeira do tabuleiro, durante um trekking, hiking, caminhada no parque estadual em Conceição do Mato Dentro

Claro que não faltaria uma (ou algumas) foto pulando né?!

Jovem pulando pedras na cachoeira do tabuleiro, conceição do Mato Dentro, MG

Matheus e seu grande passo.

Uma senhora brincando e segurando um cachorrinho no colo durante nosso acampamento na Cachoeira do Tabuleiro em Conceição do Mato Dentro

Uma senhora compartilhando sua felicidade com seu cachorrinho durante nosso acampamento em Conceição do Mato Dentro

Mais fotos nesse álbum.

Queria ouvir o que você acha, deixe seu comentário!

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53 Comentários à Na Natureza Selvagem: “A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”… Será mesmo?

  1. TIAGO Odilon 25/06/2017 at 15:44 #

    Alguém poderia por favor me dizer ou exemplificar como é possível a felicidade não compartilhavel* por quanto tempo uma felicidade é real quando não compartilhada?

  2. Bella 20/05/2017 at 22:43 #

    Oi. Parabéns pelo blog e pelo texto! Eu sempre achei essa frase incrível, pois nos permite abrir margem para várias interpretações! Acredito que a verdadeira felicidade só é possível alcançar quando a buscamos primeiramente em nós mesmos através do autoconhecimento e da melhora íntima constante. E, de certa forma, se pararmos para pensar, quando realizamos essa ação é ilusório não dizer que também estamos trocando, compartilhando essa experiência e vivenciando-a com nós mesmos. A felicidade nada tem haver com o que temos ou o que somos no mundo material, e sim com a busca espiritual, com o desprendimento da matéria e com a irradiação de luz e amor de dentro para fora. Alex buscou essa felicidade interior primeiro através do descobrimento de si mesmo para depois compartilhar com o mundo. A felicidade é algo que extravasa, segue sempre um passo à frente.

  3. Márcia Cavalcante 30/04/2017 at 23:13 #

    Sou fotógrafa e gostaria de passar um tempinho com vocês, conhecer BH e com um motivo bem grande, uma das melhores escolas de imagens fica ai. Será que consigo? Seria minha primeira aventura. Então, to ai. VLW!

    • Gusti 15/05/2017 at 00:58 #

      Oi Márcia,

      Eu não moro no Brasil mais há mais de 7 anos… Mas sim, aproveite para conhecer BH e se quiser conhecer locais toda semana tem encontros entre viajantes e locais, do couchsurfing!

  4. Vanessa 19/03/2017 at 19:14 #

    Sou muito fã do Chris, assisto quase todos os dias o filme ‘Na Natureza Selvagem’, esse filme me faz muito bem, sinto uma emoção inexplicável toda vez que assisto, sem falar na trilha sonora que eu amo muito. Eu estava pesquisando assuntos sobre essa linda frase em que Chris fala ao final do filme, e me despertou uma curiosidade em que quero te perguntar: No seu ponto de vista, você acha que Chris morreu feliz? Que ele não se arrependeu de ter feito o que ele fez? Quando ele escreveu aquela frase, ele queria ter voltado para a casa e compartilhado com a família e amigos o que ele passou todo aquele tempo fora? Obs: li seu texto e amei! Muito bom mesmo. Abraços

    • Gusti 15/05/2017 at 01:36 #

      Oi Vanessa,

      Não acho que ele tenha se arrependido do que ele fez, quando ele escreveu aquela frase, foi a lição dele no momento, e ele talvez não teria aprendido o que aprendeu se não tivesse tomado suas decisões. Foi apenas uma fatalidade ele ter morrido antes de aplicar sua percepção, de que naquele momento, a felicidade só era real quando compartilhada… Como ele teria compartilhado, ninguém sabe… Abraços,

  5. Jony 21/02/2017 at 11:55 #

    O vosso site é muito bom.
    Eu e a minha namorada adoramos o vosso trabalho.
    Continuem por muitos mais anos.

    • Gusti 18/03/2017 at 08:42 #

      Obrigado Jony por vossas palavras! 🙂

  6. Lazo 18/09/2016 at 00:43 #

    De certa forma, acho que o rapaz na verdade tinha medo de encarar a vida adulta, de assumir responsabilidades… síndrome de Peter Pan.

    • Gusti 18/03/2017 at 07:55 #

      Nunca assisti Peter Pan mas entendo o que você diz… Cada um com suas prioridades e a forma de encarar a vida… Viva a diversidade!

  7. Vinicius 24/01/2016 at 22:04 #

    Oi Gustavo, eu acho que viajar, só me ajuda a sentir esta “felicidade real” se estiver acompanhado. Viajar sozinho nunca fez com que eu me sentisse verdadeiramente feliz. Portanto a frase faz sentido não apenas no contexto de “Na natureza selvagem”. Mesmo que eu esteja em uma metrópole cercado de gente, se estiver só, sentirei o mesmo que McCandless sentiu naquele momento.

    Parabéns pelo blog ;D

    • Gusti 12/06/2016 at 16:10 #

      Valeu Vinícius! Cada caso uma experiência diferente, né! Abraço!

  8. Johnny 29/03/2015 at 20:19 #

    Olá, eu estava no meu celular pesquisando por um termo que tinha ouvido a pouco tempo a respeito de visto para os EUA “Au Pair” e em uma das minhas pesquisas eu encontrei seu post “Atravessando o EUA de carro parte-1″ e nossa, eu me vi na viagem. E agora todos os dias eu leio as postagens mais antigas para chegar até a mais atualizada!! Quero aprender a me hospedar grátis, a entender mais sobre o couchsurfing e tudo mais! Ah, e uma outra parte de que me identifiquei com você e com o site é que também sou de Minas Gerais, não de BH, mas da Grande BH! Tenho centenas de dúvidas sobre as viagens, e uma delas e principal é: Como você se sustenta?(no caso para pagar as passagens, não estou querendo saber sua renda mensal e nada desse tipo) Acho que essa é uma pergunta básica para quem quer ser viajante mas sem entrar no primeiro país e não ter mais dinheiro nem para voltar
    Abraços cara, continue escrevendo. Seu site não vai sair da barra de favoritos nunca mais!

    • Gusti 28/04/2015 at 04:39 #

      Fala Johnny!

      Fico feliz que esteja curtindo o blog! As viagens cruzando os EUA são realmente especiais! Sei que essa pergunta é relevante, mas eu só consegui me entregar à essa vida de viagens quando parei de me perguntar como fazer mais dinheiro e mudei o meu foco para como gastar menos o dinheiro e acho que o grande segredo de se viver viajando (no meu caso especialmente) é que eu aprendi a economizar ao máximo e sempre buscar por oportunidades. Mas claro, o pouco dinheiro tem que vir de algum lugar e te digo que trabalhei muito nos EUA (digo muuuuito) antes de começar a fazer uns bicos na internet para me manter viajando. Hoje eu consigo viajar trabalhando apenas pela internet e uma das coisas que faço é tomar conta de casa de veraneio pela internet. Mas esse é só um pequeno exemplo do que você pode fazer pela internet. Com o elance por exemplo você pode desenvolver uma habilidade (se já não tem nenhuma) e trabalhar de freelancer na internet com várias habilidades. Mas sei que ainda estou devendo um post mais completo sobre isso. Está na fila!

      Volte sempre, um abraço!

  9. Gabriela 25/02/2015 at 22:54 #

    não devia levar tão a pé da letra, depois dele ter dito isto ele ainda diz ” e se eu corresse sorrindo direto para os seus braços? Veriam então o que eu vejo agora…” penso que ele queria que todos vissem o que ele estava vendo, vivendo, principalennte naquele momento, mas não que ele não era feliz, com certeza somos mais felizes com pessoas ao nosso redor, mas a felicidade não depende de outras pessoas!

    • Gusti 28/02/2015 at 23:01 #

      Oi Gabriela,

      Bem lembrado! Mais um ponto para contextualizar a tão venerada frase! Abraços!

  10. Anne Soares 24/02/2015 at 16:03 #

    Bom, não conhecia o blog, vi através do facebook como sugestão com o tema da Na Natureza Selvagem e despertou logo a minha atenção. Sou técnica ambiental e futura geógrafa e o livro foi um indicadores e ratificou para a minha escolha, amooo o que faço.
    É um livro magnífico, gostei bastante da produção do filme, mas nada supera o livro. Em que li por conta da trilha sonora de Eddie V., amo as músicas e tive a curiosidade de lê- lo. Paixão!
    Essa é a frase marcante, e acredito que felicidade precisa sim ser compartilhada. Sempre digo aos amigos e familiares: “A sua felicidade é a minha felicidade”. Há vários questionamentos em entorno da felicidade, aliás é o sentimento: O que é ser feliz? A medida para a felicidade?. Realmente é algo complicado e somente o sujeito responde e sabe da sua felicidade. Entenderam? Hahaha
    Enfim, a minha felicidade com alguém do meu lado multiplica.
    Beijos, fiquei com vontade de embarcar nessa viagem. Levem- me. Rsrsrs’
    Seguirei o blog, certeza.

    • Gusti 28/02/2015 at 23:11 #

      Ei Anne! Fico feliz que tenha chegado até aqui! Vamos manter contato e trocar ideias então! Abração!

  11. Rafael Pajé 24/02/2015 at 14:51 #

    Leia o livro na natureza selvagem, mais legal que o filme e fala um pouco da frase. O filme traz uma ideia raza da vida e frases de McCadless..

    • Gusti 01/03/2015 at 00:25 #

      Olá Rafael!

      Eu li o livro um tempão atrás, mas tenho certeza que a frase estava melhor contextualizada lá! O que você lembra do livro falar dessa frase? Abraços!

  12. Rochelle Oliveira 23/02/2015 at 17:39 #

    Gostei bastante do texto e do teu ponto de vista, mas me achou a atenção o fato de tu estar com mais dois amigos no momento em que pensastes isso. Logo, tu estavas compartilhando. Talvez se estivesse totalmente sozinho, assim como o “Supertramp”, verias que “happiness only real when shared.” 🙂

    Ps: eu tenho a frase tatuada. hehehe

    • Gusti 01/03/2015 at 00:30 #

      Ei Rochelle! Esperto seu ponto de vista! haha Mas na verdade o que me inspirou a escrever esse texto é sentimento que me desperta quando estou sozinho as vezes. Continue compartilhando sua felicidade, sem dúvida ela é sempre real ali! Queria ver sua tatoo… Abraço!

  13. Lucas Rafael 23/02/2015 at 14:52 #

    Boa tarde Gustavo, não conhecia seu blog e sempre estou procurando matérias sobre Na Natureza Selvagem e me esbarrrei com sua crítica. Minha estória com este filme é bem peculiar, pois me lembro que tinha dezenas de DVDs para assistir e sempre me esbarrava com Na Natureza Selvagem e a direção de Sean Penn. Após ignorá-lo por bastante tempo resolvi assisti-lo e desde então o considero como a maior obra cinematográfica que já assisti e isso já se vão 6 anos. Sempre me espelho nas opiniões e visão da sociedade de Christopher McCandless e temos ciência que nem o extremismo de se isolar mas também de se submeter à tudo que nós é imposto seja importante. Infelizmente ou felizmente este é o Sistema e por no mínimo que seja dependemos dele. Agora irei adquirir o livro para mais uma vez testemunhar as aventuras do Supertramp. E não esqueçamos de Eddie Vedder, artista que só passei a simpatizar após ouvir aquelas canções incríveis do filme.
    Agora irei acompanhar seu blog e suas aventuras!

    • Gusti 01/03/2015 at 00:33 #

      Olá Lucas! Bem vindo! Sim é sempre bom achar um balanço mas não há dúvida que aquele história pode inspirar muita gente! Eu também passei a gostar do Eddie Vedder depois que ouvi a trilha sonora, é sensacional! Um abraço e volte sempre!

  14. Samuel 22/02/2015 at 11:49 #

    Sou formado em computação na UFMG. Agora estou com 30 anos, mas quando assisti Into the Wild pela primeira vez estava com meus 23 anos, no processo graduação, mestrado, etc… eu fiquei encantado com o filme e, claro, pensei em largar tudo para viver meu sonho de viajar pelo mundo e conhecer um pouco da diversidade que a vida nos proporciona. Bom, o fato é que não fiz nada disso, muito pelo contrário, eu financiei um imóvel, fiquei noivo e assumi vários compromissos sociais que me impediriam de realizar meu sonho. Bom… o tempo se passou com ele aprendi muito. Hoje já não estou mais noivo, nem casado… rs. Também já não tenho aquele imóvel que havia financiado. Moro sozinho (próximo à UFMG inclusive). E, … mesmo com o espírito aventureiro que sempre tive, acho que eu segui o caminho oposto ao do Christopher. Bom, a gente sempre aprende nessa vida e a lição que tive foi que viver de extremismo não é muito legal. E quando digo que não é legal, eu estou falando sério! Não é ideal largarmos a sociedade, como também não é legal vivermos em função dela. O importante é fazermos um pouco de cada! Se você gosta de cachoeiras, vá! Eu, particularmente, vou em pelo menos uma cachoeira todo mês! Se você tem deveres com a sociedade, os cumpra! Eu pago minhas contas em dia, trabalho com o maior esforço que posso e sou muito dedicado à minha família. Se tem um lugar onde a felicidade se encontra, com certeza é no caminho do meio! A felicidade está dentro de cada um e é sempre verdadeira, quando compartilhada nos momentos que são necessários, sempre de forma autêntica e natural.

    • Gusti 01/03/2015 at 00:38 #

      Olá Samuel, concordo com você, não gosto de extremismos (apesar de ter largado meu curso também na UFMG e de estar viajando há 5 anos sem parar, hehe) e não tenho dúvidas que a felicidade se encontra no meio do caminho! Gostei muito do seu comentário, por favor, volte sempre! Uma abraço!

  15. Lilian 22/02/2015 at 11:11 #

    Até acredito que para ser real, a felicidade não precisa ser compartilhada, mas…se torna muito maior quando isso acontece, sem dúvida. Tem coisas que a fórmula matemática não pode ser aplicada, onde a divisão soma, ou mesmo, multiplica. Da mesma forma, quando se “gasta” dinheiro numa viagem, “ganha-se” muito mais em aprendizado, experiências, fotos, etc, etc.

    • Gusti 01/03/2015 at 00:43 #

      Assim como existe forma de não gastar dinheiro (ou muito pouco) e seguir viajando e aprendendo. Compartilhar risos e alegrias é sem dúvida um dos maiores prazeres da vida! Valeu pelo comentário Lilian! 🙂

  16. Breno Almeida 19/02/2015 at 22:53 #

    Todas as indagações aqui apresentadas são válidas, e embora carregue a frase do livro comigo, acredito que o significado da felicidade torna-se um tanto subjetiva de fato, seja pela experiência ou pelas circunstâncias de momento da vida mesmo, pois situações em que outrora poderiam ser um tanto inúteis, podem se tornar bastante prazerosas em outras.
    Ou seja, não é que há um manual ou uma convenção de como a felicidade tenha como ser, mas estamos propensos a considerar em boa parte dos momentos, que ela seria só seria verdadeira (talvez mais intensa) quando compartilhada. Mas e quando a reação não é recíproca? Pode ser um balde de gelo daqueles!

    Esse post trouxe o sentimento de querer de fato compartilhar o ponto de vista e levar em consideração os outros, parabéns pelo post Gustavo.

    • Gusti 19/02/2015 at 23:08 #

      Fala Breno! Fiquei curioso agora, como você carrega a frase com você? Valeu! 🙂

      Abraços!

      • Breno Almeida 20/02/2015 at 16:40 #

        Quando digo que carrego comigo, é em pensamento mesmo. Até pensei há algum tempo em uma tatuagem, mas não iria ser algo que iria me agradar todo o tempo haha

        • Gusti 01/03/2015 at 00:50 #

          Pode falar, você como eu não teve coragem como a Rochelle do comentário acima, né?! 😛

  17. Bruno Diniz 19/02/2015 at 20:30 #

    Boa noite conterrâneo,

    E muito bom encontrar pessoas com o mesmo espirito. Assim vemos que não somos os únicos “loucos”.

    Cara sobre o tema felicidade eu tenho uma visão um pouco diferente do que seja felicidade.

    Para mim felicidade não e um alvo, um destino muito menos uma meta. Ao meu ver felicidade é um modo, um meio de vida. Não estou dizendo que deva-se ficar rindo, ou fazendo piadas. É um contentamento que vai se tornando mais forte nas relações humanas. Não que ele dependa delas, mas ganha força. Pois no servir e ser servido, nas mais diferentes possibilidades na vida, vamos deixando de lado o que não e essencial e deixamos a caminhada mais leve, boa, e feliz.

    Abrass Camarada.

    Boa jornada.

    • Gusti 19/02/2015 at 23:06 #

      Felicidade é o fluxo, e porque não a própria a vida não é Bruno!? Não há dúvida que compartilhar deixa a vida sim mais leve! Valeu e um abraço!

  18. Alex 19/02/2015 at 20:25 #

    Ótimo texto! Se me perguntassem há alguns anos atrás para mim em como se consegue uma vida plenamente feliz, diria que o caminho seria achar uma esposa, uma casa, começar uma família. Mas agora, acho de fato que qualquer um pode ser feliz só com a sua própria companhia. Não entendam mal, tenho amigos tão bons que os considero até mais importantes que membros familiares, mas não acho que compartilhar seja o único caminho para felicidade.

    Por exemplo, no fim de janeiro, estava sozinho na praia olhando para o pôr do Sol e escutando música. Naquele momento, senti uma paz interior que nunca senti antes, na verdade fiquei até empolgado com isso. E esse momento marcante foi sozinho, e a felicidade, ao meu ver, foi tão real e intensa quanto se tivesse compartilhado com um amigo.

    Como Gusti disse perfeitamente em um de seus comentários, a sociedade de hoje trata a felicidade como um prêmio ou um destino final, mas eu a vejo como um caminho, um estado mental. Ela pode ser compartilhada ou não, e é real dos dois modos.

    Ficou até estranho quando escrevi, mas na minha mente tudo isso faz um certo sentido. 😛

  19. Esther 19/02/2015 at 14:17 #

    Que texto maravilhoso!
    Foi muito tocante pra mim,porque sou tão fascinada pela história do Christopher McCandless e sua busca por liberdade e paz de espírito,quando me deparei com esse título corri(tenho tatuado ‘A felicidade só é real quando compartilhada’).
    O que afinal,é a felicidade?

    • Gusti 19/02/2015 at 15:18 #

      Ei Esther!

      Poxa, que legal saber que tenha gostado do texto e que tenha a tatuagem dessa frase! Eu também já pensei em tatuar mas não tive coragem, hehe. Felicidade para mim nesse momento é uma sensação de paz de espírito que vem de dentro da gente, completamente independente das coisas que nos cercam, é saber dar um significado positivo para tudo que acontece em nossa volta inclusive as coisas ruins, é quando nos entregamos por completo no momento presente. Mas esse é o meu conceito agora, nesse dia, amanhã ele deve ser diferente e depois provavelmente mais ainda! Definir felicidade não é tarefa fácil, cada um tem seu seu e a cada momento é natural que ele passe por mudanças, pelo menos deveria. Um conselho: não baseie sua felicidade no conceito dos outros tente achar o próprio!

      Um abraço!

  20. Rafael Oliveira 19/02/2015 at 11:32 #

    Ola Adriano.
    Concordo em partes, acredido que isso varia de pessoa , para alguns a felicidade só é real quando compartilhada, já para outros não.
    Li e assisti “Into the wild “. Realmente a historia de MecCandles é um tanto curiosa.
    Não satisfeito, comecei a comprar livros citados no filme e no próprio livro. Comprei todos o autores preferidos de Alex, como Jack London , Henry d. Thoreau, tolstoi, super recomendo todos e em especial “Walden – Henry David Thoreau ”
    Gostaria de trocar idéias sobres esse Autores.
    Qualquer coisa manda um email rafa13-91@hotmail.com.
    Abraços

    • Gusti 19/02/2015 at 14:58 #

      Fala Rafael!

      Poxa, que legal saber que você leu esses livros. Eu comecei a ler alguns também mas acabei não chegando no Thoreau. Ele estava guardado esperando seu comentário para eu soprar a poeira e começar a ler (apesar de ser a versão eletrônica hehe). Depois que eu le-lo quero sim trocar ideias com você!

      Um abraço!

  21. Carla C. Correia 19/02/2015 at 10:04 #

    A felicidade talvez seja a mais difícil das conquistas, pois o modelo de sociedade em que vivemos tenta nos mostrar desde o nascimento que nossa felicidade tem de ser buscada, como se esse sentimento ou estado físico mental não fosse intrínseco ao ser humano, creio que quando percebemos que a felicidade, a paz é algo intrínseco a nós, mas que a sociedade capitalista faz questão de ofuscar, estamos no caminho para a conquista mais importante de nossas vidas, sermos plenos, felizes e tranquilos. Só é possível compartilhar felicidade se ela vier de dentro, pura e simplesmente de você!

    Gostei muito do texto e das trilhas!!

    • Gusti 19/02/2015 at 14:52 #

      Ei Carla,

      Interessante sua abordagem porque apesar de eu também achar que ela vem de dentro da gente (e consequentemente independente de ser compartilhada) eu nunca pensei que ela fosse intrínseca, e acho que você tem toda razão. A gente cresce aprendendo a buscar a felicidade como se ela fosse um prêmio para quem se encaixasse nos modelos perfeitos de sociedade que somos ensinados, a gente procura por fora e esquece de olhar para o seu verdadeiro lugar. Ainda assim acho que ela tem que ser buscada mesmo que dentro da gente. Não é tão simples deixar de lado todas as máscaras e camadas que vamos construindo em cima da gente ao longo dos anos, concorda? Volte sempre!

      Um abraço!

  22. Pedro Lopes 18/02/2015 at 20:08 #

    Gusti, curti muita sua análise e sua proposta de resposta.
    Primeiramente, cada um de nós temos uma falsa(ou real) realidade criada por nossa mente, onde sentimos confortáveis e feliz, até mesmo sozinhos sem a presença de outras pessoas.
    Acredito sim que a felicidade se faz presente em tudo, quando sendo compartilhada ela pode vir com mais intensidade, porém não é a única forma de conseguir a felicidade verdadeira.
    Enfim, fotos magníficas cara, sua energia agradeçe.
    Até.

    • Gusti 18/02/2015 at 23:37 #

      Fala Pedro,

      Agradeço o comentário! Fico feliz que tenha gostado das fotos, um abraço!

  23. joao cleido 16/02/2015 at 15:41 #

    Felicidade, como emoção não pode,apesar de remeter a essa idéia,ser compartilhada,porque o grau de satisfação é individual e,portanto,os olhos só vêem o que o coração sente e eu posso ver,perceber,olhar,e alguém que estiver ao meu lado pode não ver,nao sentir nada.

    • Gusti 17/02/2015 at 16:21 #

      Cleido sua abordagem é interessante, mas não tenho certeza se entendi bem. Acho que a felicidade como emoção pode sim também ser compartilhada… As vezes emoções me parecem ser contagiantes sejam elas positivas ou negativas… Abração!

  24. Lucas 16/02/2015 at 12:37 #

    Gusti, eu também não gosto dessas frases de efeito. Primeiramente, como você falou, elas foram criadas em um contexto especifico no qual ela adquire o seu real sentido. Segundo, elas usam palavras, que não são absolutas como números. 2 + 2 é sempre 4, porque “2” só representa uma única quantidade então só há um resultado possível de 2 adicionado a dois. Palavras possuem vários sentidos, principalmente se elas estão fora de contexto. Por exemplo, a qual felicidade ele se refere? Alegria, euforia causada por um momento? Aquele sentimento de realização quando se vive da forma desejada? Ou é simplesmente aquele “ser feliz” só por ter saúde, um teto, um ganha pão, etc? O que ele quer dizer com compartilhada, viver essa “felicidade com alguém”, onde os dois adquirem a mesma felicidade, só um a adquire e a relata ao outro ou um faz o outro viver a mesma felicidade que viveu? E pouco importa qual sentido de “felicidade” e “compartilhar” você escolhe, a felicidade não pode ser real de uma outra forma?

    Eu acredito em uma coisa, Giusti: que cada um possui uma verdade absoluta. Uma verdade que só se aplica ao dono e que tem prazo de validade, pois não acho que nenhum conceito, crença ou verdade se mantenha absoluto e idêntico durante toda uma vida, pois estamos em constante processo de mudança. A medida que os nossos olhos mudam a verdade que a gente enxerga também muda. Da mesma forma, as palavras que usamos também alteram sutilmente o sentido, pois as associamos ao diferentes contextos de nossas vidas em as usamos. O sentidos das palavras podem não se diferirem bastante, mas o contexto em que as vivemos pode ser consideravelmente diferente de uma pessoa a outra. Por isso uma frase de efeito solta como essa se aproxima bastante de uma incógnita em uma equação, na qual diferentes valores são possíveis…

    No mais é isso ai, Gusti! Aquele abraço!

    • Gusti 17/02/2015 at 16:06 #

      Isso Lucas! E o próprio exercício de questionar nossas “verdades absolutas” nos ajuda no processo de mudança, como aconteceu comigo quando depois de anos de ter lido a história eu fui perceber que não, a felicidade não só é real quando compartilhada…
      Aquele outro abraço! 😉

  25. Adriano Chaves 15/02/2015 at 02:57 #

    Achei os argumentos válidos, acompanhei o filme e a história do “Alex Supertramp” rsrs mas…eu ainda acho que a felicidade é (pelo menos mais) real quando compartilhada hahaha. Abraço

    • Gusti 17/02/2015 at 16:03 #

      Oi Adriano, concordo com você, mas o que eu questiono é se ela SÓ é real quando compartilhada, eu acho que não… Abraço!

  26. Erlene 12/02/2015 at 23:20 #

    Quando nossas experiencias felicidades sao compartilhadas edificanos a vida de outras pessoas!!!

    • Gusti 13/02/2015 at 19:14 #

      Verdade Erlene! Todo mundo sai ganhando! 😉

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  1. A felicidade só é real quando é compartilhada? - Estevam Pelo Mundo - 24/09/2015

    […] NÃO apenas é real quando compartilhada, mas não vou entrar em detalhes quanto ao assunto já que escrevi um texto inteiro sobre isso aqui ,  que aliás chegou a ser curtido, comentado, criticado e compartilhado por milhares de pessoas no […]

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